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domingo, 27 de novembro de 2011

Risadas, sempre

A sexta-feira foi de cerveja na Vila Madalena.
O domingo foi de torta no Campo Limpo.
[O sábado foi de uma das piores ressacas que já tive].

Dois grupos totalmente distintos.

O de sexta reuniu amigos de longa data e recentes. A maioria existente por causa do movimento estudantil, dos encontros e conselhos (como bem lembrado num dos brindes, só estávamos todos lá, bebendo, rindo, falando besteira, por causa da FeNEA). Outros, por conta da intervenção urbana nas cidades.

O de domingo reuniu ex-colegas de trabalho, mulheres que se animam com as minhas risadas e que adoram contar as fofocas do meu ex-trabalho. Dessa vez, com pouca bebida (somente 6 latas, de minha parte) e muita comida, como era de se esperar (são as melhores cozinheiras que já conheci).

Mesmo sendo grupos distintos, muitas coisas em comum. O desânimo do futuro, a alegria das histórias distantes, a incerteza da vida. De um jeito tão pontual que acho que, com mais um pouco de conversa em ambos os grupos, teríamos resolvido os problemas do mundo. Tendo somente a nós mesmos como fiadores de idéias que seriam geniais.

Mas, assim como em tudo, a urgência da vida é maior. A solução existe, mas a vida suga muito mais do que simples conversas. E assim passamos os dias somente conjecturando, nunca tendo tempo, disposição, ânimo e apoio para mudanças.

Independente do aparente gosto amargo que esse texto produz, é bom contar com amigos. É bom ter como escapar de tudo e poder se permitir dar risadas com quem se merece. E fico feliz de poder ter essa chance. E vejo a importância da risada na vida. Porque, mais que os problemas, a risada foi a coisa mais comum e mais presente nesse fim de semana.


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Notas rápidas

- Tenho voltado ao mau humor habitual de fim de tarde, no fim do expediente. Já conheço as causas, me resta paciência e alguma cerveja pra botar a cabeça em ordem pra me conformar e passar por cima disso. Entender tudo que me causa mau humor por uma outra perspectiva (já que um outro lado sempre existe, e muitas vezes bem mais nobre que o habitual).

- Me incomoda, em demasiado, pessoas egocêntricas. Não aquelas que falam dos seus problemas mas sabem ouvir os dos demais (portanto, nada a ver com meus amigos que falam pelos cotovelos, hehe), mas os que acham que tudo que se faz é mais importante, é mais trabalhoso. Querem mais atenção, não sabem ajudar nem sequer ouvir os problemas dos colegas. E, claro, acham que toda opinião dada é de suma importância, e não só mais uma a somar.

- Tenho percebido que, enquanto não me conformo com as coisas, fico de mau humor. E tenho certeza que ele só vai acabar quando me conformar com muita coisa. Quem diria que o clichê "revolta pura e simples de tudo vem de um não-conformismo" seria verdade...

Enfim.

Pra terminar bem, faz um ano que tô morando no centro!

sábado, 26 de junho de 2010

Dia de jogo e de amizades boas

Hoje o Brasil empatou, mas é porque não vimos o jogo juntos no mesmo grupo de sempre: eu, mais uma amiga da faculdade, dois amigos de Embu e um amigo que descobrimos ser amigo em comum. Mas, mais que essa superstição barata e tosca, isso serviu pra unir mais a gente. Pra sermos mais amigos além da obrigação que o trampo acarreta.

Hoje, no bar da noite, uma amiga recém conhecida, minha mestra em tabacaria, me disse sobre os amigos que ficam, além dos problemas e das aflições da vida de cada um. Me disse que, se não fossem os amigos, estava numa situação pior de vida. Uma outra amiga, de longa data e que deveria ter sido minha madrinha (caso eu tivesse levado o ritual a sério, em setembro de 2006), me disse que não precisava de terapia, porque para contar os problemas da vida bastavam os amigos.

Hoje, a mesma amiga minha mestra de tabacaria (e uma das melhores pessoas que já conheci na vida) me mostrou que a Federação vai muito além do movimento estudantil. Porque hoje, num dos dias ruins dela, quem levantou a moral dela e a apoiou em tudo foram as amigas de 5 anos atrás, feitas de modo insólito que se tornaram querida confidentes.

Hoje, minha amiga de Embu, conhecida graças à Federação, me deu um longo abraço e se despediu de mim de uma forma muito intensa, que eu nunca tinha visto. Ela sabia, e eu também, que nossa amizade vai além de horas no bar, bêbadas, vai além das brigas entre nossas Secretarias em Embu (que, afinal são brigas dos chefes, porque a gente sempre se deu muito bem) - (além do que, bêbados são muito mais sinceros).

Hoje, minha amiga mestra em tabacaria (e que me ensinou a fazer meus próprios cigarros) me deu um beijo e se despediu de mim como se fôssemos velhas conhecidas. E lembrei que ela me cumprimentou no início da noite com um bom abraço. E me fez ter saudades das próximas conversas.

Hoje, minha amiga de faculdade, companheira de causas e conhecedora dos problemas familiares em comum conversou comigo como se fosse minha irmã.

Hoje vi meu padrinho pela segunda vez na semana, e mesmo sem trocarmos muitas idéias como antigamente, pareceu que nos vimos ontem, discutindo e analisando a vida. E que me deu orgulho quando falei à minha amiga mestra em tabacaria que ele era meu padrinho e ela concordou que foi uma ótima opção, com um saudosismo de sempre.

Hoje foi um dia que não almocei devido à ressaca de ontem, que passei mal por causa da cólica, que suava frio enquanto a chefe-amiga me falava do orçamento da próxima obra e que me acompanhou até Taboão.

Mas que toda a cerveja da noite fez valer muitos anos de vida. E me fez ter orgulho dos amigos que tenho, e me fez ter certeza de que vou ter sempre alguém por perto quando precisar.

Independente de todas as crises e mau-humores e descrenças que eu tiver nessa vida.

N.P.: o "hoje" foi ontem, dia 25. Escrito na madrugada do dia 26, como percebem.

sábado, 19 de junho de 2010

Resumo da semana

De sexta passada pra sexta agora:

- Sexta, dia 11: cerveja com amigos e conhecidos no Xangô, que a muito tempo eu não ia. Fim de bar na Vieira de Carvalho, saindo expulsos pela faxina da madrugada (mais precisamente, às 3 da manhã).

- Sábado, dia 12: faxina na casa, doações ao arquivo agora fechado e restrito da Federação, algumas conversas e uma Iniciação com direito a algum choro e muitas risadas. Bom ver que coisas essenciais ainda não mudaram, face ao novo perfil de engajadinhos. Saída da Escola às 8 da manhã, depois de beber mais um tanto, cantar outro tanto e despedir de alguns amigos.

- Domingo, dia 13: fim de Conselho, causamento básico no penúltimo turno, e mais cerveja à noite, na Roosevelt, com amigos da Federação e da faculdade. Dormir à 1 da manhã pra acordar atrasada às 8 pra trabalhar.

- Segunda, dia 14: festa de aniversário de uma amiga, caminhada um tanto tensa pelo Vale do Anhangabaú, cervejas caras e porções mais ainda. Foi bom rever alguns amigos muito queridos, mesmo que por pouco tempo.

- Terça, dia 15: jogo do Brasil no Copan, com amigos da faculdade e de Embu. Algumas cervejas por lá, muitas outras num bar na Fernando de Albuquerque, até às 23h. Com direito a porção de legumes, conversas ótimas, visita a apartamento de desconhecidos e um Espírito Santo de gesso doado ao amigo de Embu.

- Quarta e quinta, dias 16 e 17: dias para dormir cedo e descansar finalmente.

- Sexta, dia 18: bar-bilhar com a mesma amiga de saída dessa semana e mais um dos sócios, sumido a um mês. Conversas com mais gente diferente. E, pra terminar, bar na Praça Dom José Gaspar com a amiga de Embu e outra amiga que me ensinou a fazer os cigarros caseiros com uma paciência de fazer inveja. E que se tornou uma ótima companhia de vida e de bar!

Muito legal ver, em poucos dias, tantos amigos de longa data misturados a amigos novos. Muito legal conhecer gente nova. Muito legal rever bons amigos, ser cativada por outros, ser considerada por ainda outros.

Acho que precisava de uma renovação dessa na vida.

domingo, 30 de maio de 2010

Cachaça no fim de semana

O fim de semana dessa vez começou, de novo, numa quinta-feira.

Quinta-feira, eu tava com gripe mais ou menos forte. O corpo doía e eu mal conseguia conversar com os mestres de obra e com o pessoal do escritório. Fui embora pensando num banho quente e capotar na cama. Eis que minha amiga mais alcóolatra me liga, dizendo que tava num bar na Paulista. Para rebater o frio, fomos de cachaça. Duas doses. Mal me lembro como cheguei em casa, embora tenha certeza de ter chegado cedo.

Sexta-feira, lá estava eu em Embu, com dor de cabeça, morrendo da gripe. Tinha reunião sobre o Plano Diretor às 9 da manhã, e até consegui acompanhar bem. Sorte minha que o arquiteto colega de trampo foi junto. Tinha de me recuperar rápido pra balada da noite, mas no fim me recuperei antes. Ajudei a chefe na formatura dos jovens do curso de Construção Civil que ela tava encabeçando e eu, dando apoio e ajuda. Ficamos no ginásio de Embu até às 22h. A balada já era, mas fomos num bar da praça, junto com um pessoal muito bacana da Secretaria de Participação Cidadã. Fiz mais uns bons amigos de copo e de vida. Foi divertidíssimo! Voltei de carona, às 3 da manhã.

Sábado, acordei meio cedo pra fazer compras, mas nem deu tempo. Uma outra amiga, que a um bom tempo não via, me chamou pra passear na Liberdade. Passeio de família, como diria ela. Almoço japonês, e mais cerveja a noite. Muito legal colocar o papo em dia e desenvolver novas conversas, mesmo a conhecendo a 4 anos. Fui dormir cedo, porque o dia seguinte teria reunião.

Domingo, reunião no Morumbi com a chefe e duas amigas. Mais um concurso. Muitas histórias boas, algum projeto desenvolvido. Muita conversa com a chefe. Reparei que ela confia muito em mi, o que me fez ter um senso de responsabilidade maior.

Um fim de semana bem heterogêneo, mas revigorante. Acho que precisava me matar mais de vez em quando, como nesse fim de semana.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quatro anos depois

Tudo começou no show do Rolling Stones, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2006. Era a primeira vez que ia pra lá, aproveitei e fiquei 5 dias, me focando muito mais na arquitetura da cidade que nas suas praias. Tava muito feliz, a tempos queria conhecer a cidade maravilhosa. E emendar no show de uma das lendas do rock ajudava muito meu estado de espírito a ficar desencanado de tudo.

Fiquei num albergue meio tosco no Botafogo, cheio de gringos e dividindo quarto com mais 5 pessoas. Entre elas estavam 3 que tinham ido pelo show. Dois baianos e um paraense. Na noite que nos conhecemos, um dia antes do show, ficamos bebendo numa praça, perto do albergue. A conversa fluiu tão bem que parecia que nos conhecíamos a anos. Um dos baianos foi conquistando minha atenção mas eu, tímida que só, continuava na minha.

Depois do show, fomos ainda pra Niterói, na casa de uma amiga de um dos baianos, e lá me despedi deles, achando que nunca mais os veria. Ledo engano: em abril desse mesmo ano, os dois apareceram em Campinas, pro show do Badfinger. Que eu já tinha comprado ingresso pra ir com meu irmão. No fim de tudo, o baiano tinha me conquistado mesmo. Mas essa, sim, teria sido a última vez que o veria.

Até chegar o ano de 2010, com um pequeno email me dizendo que ele estava na capital paulista. Nos encontramos e fomos pro bar, e parecia que tínhamos nos visto a pouquíssimo tempo. A vida de cada um mudou bem, soube bem mais da vida dele que ele da minha, porque não sou de falar mesmo. Mas prestava atenção em cada dica de rock que ele me dava. Conversamos sobre futebol como dois fanáticos historiadores. Conversamos sobre rock como a muito tempo eu não falava. Bebi mais do que meu corpo aguentava, fruto do cansaço absurdo que a vida de adulto me proporciona. Mas aproveitei bem cada minuto com ele. Não dei bola pras derrotas do Palmeiras e do Corinthians...a companhia me era bem mais especial.

A vida segue me dando boas surpresas. Que bom!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Aniversário

Ao contrário do ano passado, esse ano tive muito o que pensar. Foi um ano de convivência em São Paulo, de emprego fixo, de muitas emoções, de muita virada. Não teve nenhum show no dia anterior, mas teve uma espécie de open-house muita boa em casa! Mesmo que algumas pessoas importantes na vida não tenham ido, foi muito bacana! Um amigo do tempo do colegial, a maioria dos sócios, meu braço-direito e o pessoal mais "velho" da "família" apareceram em casa, e, nesse exato momento, mesmo eu bêbada tendo de acordar daqui a quatro horas, quero registrar o carinho não só dos queridos que vieram em casa numa terça-feira chuvosa e fria, tanto àqueles que me ligaram e me mandaram mensagens....geralmente eu já fico muito feliz quando minha avó de sangue me liga, pois é sempre a primeira a me desejar os parabéns. Mas quando amigos fazem questão de te ligar ou de mandar coisas por escrito....e ainda outros que aparecem em casa, conversando e contando histórias da vida...Nesse momento fico extremamente feliz por todos que conheço. Fico feliz pelos amigos e pela família que me permitiram ter e fazer parte. E só resta dizer o quanto tenho carinho por todos eles...

Puta aniversário bom! Que seja assim por um bom tempo!

domingo, 28 de março de 2010

Fim de semana prolongado

O fim de semana começou com uma reunião na quinta à noite e uma breja num dos bares da Maria Antônia. Lugar absurdamente insuportável por conta de estudantes toscos bêbados. Acho que, definitivamente, saí desse mundo.

Continuou com a tatuagem feita na manhã da sexta. Finalmente ela foi feita. Do jeito que eu queria e tudo mais. Doeu muito mais que a anterior, no pulso. Mas valeu cada linha. Só vou dar um retoque daqui a um mês, mas nada de mais. Pausa para ir pra Embu trabalhar a tarde (e virar a sensação do escritório, mostrando e falando da dor da nova tatuagem). Volta pra SP, festa de formatura da madrinha querida à noite no Edifício Itália. Com o braço doendo e inchadaço. Valeu a pena ter bebido de whisky a cerveja, ter conseguido fumar na varanda nas costas do guardinha - que tava lá pra assegurar que ninguém fumasse. Valeu a pena ir numa festa chique.

No sábado, algumas cervejas com amigas do tempo do colegial e apresentação da minha casinha no centro. Muita fofoca colocada em dia, muita saudade matada. Incrivelmente sem ressaca. Após elas irem embora, mais algumas cervejas com outro amigo querido, e logo após, um pulo até a praça da República pra ver mais dois amigos. Uma delas me faz muita falta no dia-a-dia. Foi bom ver que ela está muito bem. Pena que o tempo foi muito curto.

Aí domingo foi dia de almoço com o irmão e de descanso. E de cuidar mais e melhor da minha nova aquisição.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ao meu amigo ciumento

Ao cara que sempre gostou de discutir política comigo.
Ao cara que ficava me atrapalhando durante o trampo em iluminação.
Ao cara que me dava carona na pequena burgman do escritório. E que era sempre uma boa aventura pelas ruas de Campinas.
Ao cara que eu me espelhava nos bares, porque queria beber igual e ele e ainda ficar sã. [Não, nunca consegui tal proeza.]
Ao cara que me apresentava mundos diferentes.
Ao cara que me enchia falando mal da FeNEA.
Ao cara que não me apresentou minha mãe.
Ao cara que poderia ser meu padrasto.
Ao cara que me apresentou pessoas muito especiais nesse carnaval.

Mas, mais que tudo isso, ao cara que é meu braço direito em muita coisa, mesmo que ele não saiba. Porque eu sempre considerei, e muito, a opinião dele. Até mesmo nas infinitas bebedeiras na terra das andorinhas.

Não mandei email; decidi fazer um post dedicado ao meu amigo mais ciumento!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fumantes e afinidades

Comecei a fumar em 2002, logo que fui pra Campinas. Meio tarde pra adquirir um novo vício, mas a família de sangue não dava trégua, e eu não tinha com quem desabafar. Apelei pra bebida e pro cigarro. Hoje, passados quase 8 anos, consigo maneirar na bebida. Já o cigarro vai demorar mais um tempo pra pensar em parar, ainda mais com as tensões da nova vida.

Mas não era sobre isso que queria falar. Eu nunca tive muitos amigos fumantes. Na verdade, minha turma original de faculdade era bem saudável - fora os moleques, que bebiam absurdo e que eu sempre acompanhei bem. A turma adotada, um ano mais nova que a minha, já era bem mais de bebidas. Mas o cigarro continuava de fora, exceto em raras exceções de bebedeira excessiva dos bixos, que me pediam um cigarro atrás do outro. Era com essa turma mais nova, mais especificamente três pessoas, que acabava me dando muito bem.

Um dia, em Embu, ficamos falando sobre fumantes em geral, e alguém me disse que os fumantes tem um pensamento parecido, ou que conseguem se entender melhor. Nunca tinha pensado muito nisso, até reparar em todos os amigos que tenho.

E, de certa forma, faz sentido. Da família de coração, a maioria são fumantes. Em maior ou menor grau. Já com os três da turma mais nova, que mais me filavam cigarro, são os que mantém o sonho de um escritório em conjunto. Nem preciso dizer que a afinidade é grande, mesmo que nenhum deles tenha mantido o hábito.

Há exceções, mesmo que tardias. Nesse fim de semana em Mococa, eu continuava sendo a única fumante da turma original. Tivemos altos e baixos por uns sete anos, mas continuamos bem unidos. Mesmo todo mundo muito mais saudável que eu.

Mas é com os sócios e com a família de coração que, definitivamente, me sinto em casa. Tendo a certeza de que qualquer mal entendido, caso exista, vai ser resolvido ou esquecido em pouquíssimo tempo. Tendo a certeza de que não vai ter rancor guardado por qualquer brincadeira mal-entendida.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Sobre a população e o poder público

A Conferência da Cidade foi ontem, sábado. Escrevi errado no post anterior. Pra quem não sabe o que é, é o momento que se reúne lideranças de tudo quanto é segmento [ONGs, movimentos populares, entidades de classe etc] para ajudarem a construir uma política urbana e territorial mais condizente com a realidade da cidade. E ajudar a construir é propor ações, métodos e soluções em conjunto. Não é o momento de cobranças, de nenhum dos dois lados.

Foi a primeira vez que participei de fato de uma Conferência, e pelo lado do governo. Começou de manhã, às 8 horas, com o credenciamento do pessoal que ia participar dos debates. Nesse ano houve 4 mesas de debates, e o pessoal se increvia logo no início em uma delas. Às 11 horas, a abertura oficial, com o prefeito, um vereador e o secretário de Desenvolvimento Urbano falando. A parte mais desnecessária foi quando descobriram que haviam mais políticos com cargo na platéia e chamaram eles pra dar uma palavra também. Desnecessário porque cada um tratou de falar das eleições do ano que vem, exaltando o nome de Dilma Rousseff e o governo Lula (o prefeito de Embu é do PT, assim como a maioria da prefeitura). E se "esqueceram" da real intenção daquele momento.

Depois dos discursos e da apresentação do tema que seria debatido, almoço reforçado. Às 15 horas começou de fato as discussões, uma em cada sala de aula (o evento foi numa escola do Jardim Santo Eduardo). Não foi exatamente uma surpresa, até porque indo todo dia pras favelas de Embu eu já tinha sacado que o povo (em geral) manda muito bem, tanto no conhecimento dos problemas quanto na solução deles. Às vezes manda melhor que nós, pessoas com segundo grau completo. Mas nos debates eles deram soluções tranquilas, sem polêmicas e de acordo com o que todo mundo queria. A parte esquisita pra mim (que estava relatando um dos debates) foi um dos moderadores - do poder público, como todos os moderadores e relatores da Conferência - dar idéias e sugestões e argumentando a favor da sua proposta, esperando um respaldo da população, ao invés de manter uma posição neutra e só dar uma ajuda na parte de conceituação, ajudando a esclarecer o que o povo deveria deliberar. A "sorte" é que as propostas do cara não batiam de frente com o que a população queria.

Às 17 horas, apresentação dos debates e das propostas. Foi a parte mais divertida, cada um defendendo tua proposta e angariando muitos aplausos. A parte mais tensa, claro, foi a eleição dos delegados para a Conferência Estadual, a ser realizada ano que vem. Mas que no fim tudo se resolveu entre todos os interessados e acabou tudo bem. O fim só veio às 19 horas, com um ar de cansaço em todos os que estavam organizando, já que ficávamos não só atentos nas discussões, mas também em toda a infra e no horário.

Acabamos emendando num bar em Embu mesmo, pra comemorar o sucesso da Conferência (afinal, ela aconteceu e sem maiores problemas), e foi inevitável, para mim e outra amiga, que trabalha na secretaria de Desenvolvimento Urbano e também ex-diretora da FeNEA, fazer os comparativos com algum Conselho da Federação. Passamos a semana inteira, na preparação da Conferência, conversando sobre as muitas semelhanças. De fato, quando estávamos discutindo sobre o acordo de convivência no início de cada mesa de debate, era bem claro que a gente tava pensando na mesma coisa. E também quando pensávamos na infra da escola, comparando com algum Encontro que tivéssemos feito parte.

O legal, também, foi conversar com o secretário de Desenvolvimento Urbano e o Secretário Adjunto, que fizeram parte da executiva dos estudantes de Arquitetura e Urbanismo antes dela virar FeNEA. Ambos foram da PUCC, assim como minha amiga. E numa hora emendamos numa conversa sobre os rumos que tudo levou, como era no início e como é agora. Soube de muitas histórias da década de 1980, complementadas com histórias de 2004 e de 2009. Pra mim, que adoro histórias, foi incrível. E foi legal perceber que, mesmo depois de mais de 20 anos, a Federação mudou muito pouco, na questão de sua essência. Porque entre nós estávamos dizendo a mesma língua, pensando as mesmas coisas, sabendo dos mesmo problemas.

Acabei chegando em casa à meia-noite, cansada demais, mas feliz por ter trabalhado sábado o dia inteiro, sem pressão e sem o pensamento de que deveria ir pra lá, de manhã, por obrigação. Feliz de ter participado disso tudo. E feliz por ter mais coisas a pensar pro futuro.


Reinaldo, Daniel, Zé Ovídio, Lilian, Luzia, Joana, Alex, eu, Deise.
Embaixo: Tatiana e Romel
Equipe organizadora da 4ª Conferência da Cidade.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

2009

Mesmo faltando pouco menos de um mês pra acabar o ano, vou me antecipar aqui nesse breve resumo da vida em 2009. Só porque hoje, no caminho pra casa, me lembrei de tudo que foi acontecendo no ano.

Me despedi de vez de Campinas.
Morei com os pais, em São Paulo.
Briguei com meu irmão. Reatei amizade com minha irmã.
Fiquei desempregada até março.
Tive um chefe que adorava beber e fumar comigo.
Meus pais se separaram e voltaram. Segurei uma barra enorme.
Dei sorte de ter um padrinho compreensivo.
Dei sorte de poder almoçar toda semana com a madrinha.
Fui dispensada do trampo. Mais um mês desempregada.
Nesse meio tempo, São Luiz do Paraitinga e Poços de Caldas.
Voltei de Curitiba com um emprego em Embu.
Ganhei menção honrosa num concurso (eu e mais os três sócios).
Me mudei pro centro da cidade.
Conheci, de início, a periferia de Embu. E foquei nela até agora.
Aprendi a fazer orçamentos.
Fui a três Encontros e a quatro Conselhos.
Parei de viajar pelo Brasil.
Saí da FeNEA de vez.
Ganhei uma mãe.
Chorei inúmeras vezes.
Consegui conciliar noites de bebedeira com o acordar cedo.
Me encontrei muitas vezes com os sócios.
Apanhei da burocracia do poder público.
Perdi muito contato com a turma que entrou comigo na faculdade.
Reatei com meu irmão.
Comecei a sofrer de saudade, constantemente.
Discuti seriamente com moradores da favela.
Aprendi um pouco mais sobre obras.
Ganhei a amizade dos mestres-de-obra.
Fui reconhecida por pessoas importantes do trampo.
Recebi inúmeras broncas da chefe por coisas obviamente erradas.
Parei de beber descontroladamente.
Comecei a fumar compulsivamente.

E é isso. Não tá exatamente na ordem que aconteceu, algumas coisas se entrelaçam. E tenho certeza de que vão acontecer mais coisas até o fim do ano, mas também tenho certeza de que vou postar sobre, mais tarde (até porque vai ser impossível não contar sobre a experiência de ser relatora da Conferência das Cidades, a acontecer nesse domingo, e sobre a confraternização em Embu com o povo do trampo, daqui a duas semanas, que promete!)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Cerveja e cigarro

Há um tempo eu tava fazendo uma lista de bares aqui na capital que é permitido fumar, de alguma forma, sem deixar a mesa e sem deixar o bar. Pesquisei mais alguns lugares na net [é justo dizer que extrai muita coisa desse link e desse aqui também], e juntei tudo nessa lista abaixo.

Conheço alguns, e fui em pouquíssimos, então não faço idéia do preço e do lugar. Mas já é um começo pra quando for programar alguma saída diferente. A maioria deixou um espaço ao ar livre para fumantes, de modo que, em dias de chuva, é impossível ficar na mesa e fumar ao mesmo tempo. Ou deixa o cigarro de lado, ou procura alguma marquise ou cobertura próxima ao bar.

Bar Brahma – mesas na calçada (com toldo)
Av. São João, 677 - Centro

Bar da Vila – mesas na calçada (com toldo)
R. Joaquim Távora, 1322 - Vila Mariana

Bar do Arnesto – mesas na calçada (com toldo)
R. Min. Jesuíno Cardoso, 207 - Vila Olímpia

Bar do Baixinho – mesas na calçada (com toldo). Na chuva ou no frio, fecham as laterais.
R. Clélia, 1112 - Água Branca

Bar do Sacha - mesas na calçada
R. Original, 89 - Sumarezinho

Bar do Ton – mesas na calçada (com guarda-sol). Na chuva forte, espaço indisponível
R. Dr. Augusto de Miranda, 711 - Vila Pompéia

Bar Higienópolis – mesas na calçada e praça em frente (descoberto)
R. Pará, 2 - Consolação

Bar PPP (Papo, Pinga e Petisco) – mesas na calçada (com marquise)
Pça. Franklin Roosevelt, 118 - Consolação

Bardo Batata – mesas na calçada (sem toldo)
R. Bela Cintra, 1333 - Consolação

Barello Burger – área para fumantes (sem mesas ao ar livre)
R. Azevedo Soares, 633 - Vila Gomes Cardim

Boteco Vila Rica – ar livre no terraço
R. Min. Jesuíno Cardoso, 299 - Vila Nova Conceição

Bourbon Street Music Club – varanda sem mesas
R. dos Chanés, 127 - Indianópolis

Cacilda - mesas na calçada
R. Tito, 237 - Vila Romana

Casual - mesas na calçada
Av. Chibarás, 140 - Planalto Paulista

Central 22 - mesas na calçada
R. Avanhandava, 22 - Bela Vista

Chopp do Miguel – mesas na calçada (com toldo). Com chuva, lugares indisponíveis.
Al. Itu, 1232 - Cerqueira César

Chopp Escuro - mesas na calçada
R. Marquês de Itu, 252 - Vila Buarque

Corcoran - mesas na calçada (com toldo). Com chuva, lugares indisponíveis.
R. Afonso Bráz, 657 - Vila Nova Conceição

Espetinhos, Cerveja & Cia - mesas na calçada (com toldo). Com chuva, lugares indisponíveis.
R. Canuto do Val, 41 - Vila Buarque

Estação Juscelino – área para fumantes (sem mesas ao ar livre)
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 201 - Vila Nova Conceição

Expedito Bar & Espeto - área para fumantes, indisponível quando chove.
Rua Ibiturana, 1540 - Campo Belo

Filial - mesas na calçada
R. Fidalga, 254 - Pinheiros

Genésio - mesas na calçada (com toldo). Na chuva ou no frio, fecham as laterais.
R. Fidalga, 265 - Vila Madalena

La Casa del Habano – área para fumantes, sem serviço
Al. dos Jurupis, 1402 - Moema

Pandoro – ar livre, lugar indisponível quando chove.
Av. Cidade Jardim, 60 - Jd. Paulistano

Pirajá – área externa
Av. Brigadeiro Faria Lima, 64 - Pinheiros

Wild Horse Music Bar – área externa
Alameda dos Pamaris, 54 - Moema

Vira Lata – área externa
R. Minas Gerais, 112 - Higienópolis

Drops – área externa
R. dos Ingleses, 182 - Bela Vista

Bar da Praça – balcão
Pça. Vilaboim, 65 - Pacaembu

Pé de Manga – área externa
R. Arapiraca, 152 - V. Madalena

Hi-Fi – terraço
R. Oswaldo Casimiro Muller, 46 - Brooklin

Ibotirama – mesas na calçada (com toldo)
Rua Augusta x Rua Fernando de Albuquerque

Bar B – mesas na calçada
Rua General Jardim, 43 – Centro

Big Ipiranga – mesas na calçada
Rua Martins Fontes (ao lado do Hotel Jaraguá) - Centro

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

No meio de semana...

Quarta-feira. Reencontro com parte do povo da UNICAMP que está em São Paulo. Parecia que foi ontem que nos vimos. Muita conversa, muita risada, muita cerveja, alguma pinga. Nos encontramos e começamos a beber às 20h. Paramos, só porque o bar estava expulsando a gente, às 3h.

Acordar às 6:40 da manhã e ver a vista maravilhosa do Copan, 29º andar...não tem palavras pra expressar. Tirou todo o possível mal humor das poucas horas de sono em casa alheia.

Quinta-feira. Logo de manhã encontro a aniversariante do dia, durmo um pouco mais na van e sou convidada a ir numa bar da Vila Madalena para a festa. Fiquei o dia inteiro me preparando para uma outra bebedeira. Voltamos, de carona, lá pelas 17h, e fomos direto beber umas. Mais gente a conhecer, mais conversa, mais cerveja. Carona de volta pra casa, e cá estou escrevendo.

Nunca conversei tanto com a aniversariante quanto esses meses atrás, talvez por trabalharmos na mesma cidade. Embora ela tenha sido meu primeiríssimo contato na FeNEA e sempre estivesse a disposição pra ajudar, em tudo que fosse referente a isso. Embora estivesse sempre ligada nos meus passos e sempre pronta a me falar das inúmeras histórias que quase viram lendas, hoje em dia. Foi muito bom conhecer mais sobre ela, foi muito bom servir de companhia de copo enquanto não chegava ninguém. Foi muito bom andar na chuva com ela.

Parabéns, Jostok! E obrigada, por tudo até agora.

domingo, 15 de novembro de 2009

Assalto

Sexta-feira. Chego em casa pra mais de 20h, já sabendo que uma amiga querida estava na cidade. Nos encontramos no vale do Anhangabaú, e junto dela tinha outras pessoas que a tempo estava a fim de conhecer. Dinossauros, como os mais novos diriam. Amigos novos, que conversaram comigo como se nos conhecêssemos a um bom tempo.

Depois de algumas horas num bar aqui do lado de casa, e depois de eu servir de guia turístico ao povo recém-conhecido, fomos a outro bar, na Augusta. Que incrivelmente não estava cheio e nem estava fechando. Nesse meio tempo de "translado", uma das pessoas tinha de ir pra Campinas. A despedida foi calorosa. Legal demais conhecer mais alguém que mal sabia da minha existência e se despediu de mim tão bem.

Mais conversa, mais cerveja, mas o cansaço bateu forte e fomos embora. Uma das amigas ia dormir em casa, e foi no fim, a única testemunha da maior proeza da história da criminalidade paulistana.

Não é segredo que, quando volto bêbada pra casa, na madrugada mesmo, eu converso com alguns mendigos e trombadinhas da ladeira da Memória. Pra minha sorte, nunca aconteceu nada de mais, o que me faz pensar que tenho alguns amigos marginais por aí. E o que me faz pensar que vai ser assim pra sempre.

Mas essa madrugada, eu e minha amiga estávamos descendo a ladeira, bêbadas e conversando alto. Havia gente na rua, um bar estava aberto e a gente papeando alto. Eis que ouvimos alguma coisa atrás de nós. Era um moleque, de uns 12 anos, falando "Passa". A resposta natural da minha amiga foi "Pode passar!". Só depois de alguns minutos entendemos que ele queria meu celular, que estava no bolso. Eu dizia que não tinha nada, minha amiga também, gesticulando bastante com o celular na mão! Ele viu o celular no meu bolso e, resignada, só disse "Pode pegar!". Ele enfiou a mão no bolso, pegou (junto ao celular, tava minha carteirinha de estudante e um isqueiro, que ele pegou também) e, quando eu já tava conformada em comprar mais um celular, eis que ele me devolve! "Toma, não quero não!". Caímos, nós duas, na risada, e foi assim até chegar em casa (a 100m do "assalto"). Dormimos por causa da bebedeira, e de manhã ficamos imaginando porque raios ele não quis meu celular, e nem o celular da minha amiga, e nem a bolsa dela. Porque raios ele não quis levar nada.

Daí que hoje de tarde, depois do almoço e de um passeio na Galeria do Rock, fomos ao mesmo bar da noite anterior e ficamos bebendo a tarde inteira. Eu ficava olhando os trombadinhas da ladeira, imaginando se o moleque tava por lá. Acabei vendo um, que me lembrava muito o assaltante, e disse pra minha amiga: "Tá vendo aquele, de blusão, camisa azul por baixo e loiro? Foi ele, certeza!". E ela "Se ele vier pedir dinheiro pra gente, eu dou 1 real e tiro foto com ele". Tiro e queda. Ele veio, ela tirou foto com ele e disse algo do gênero "E não perturbe mais a gente a noite". No qual ele respondeu "Não, tia, eu não roubo não" e se foi, feliz de ter tirado uma foto e ganho uma conversa com duas meninas que ele tentou assaltar na noite anterior.

E eu juro que não é mentira, e juro que não entendi nada até agora. Só sei que meu celular tá aqui, são e salvo.

[Viu, mãe? Não tenho a mesma "sorte" que vc, hahaha!]

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pinga

Tenho tomado umas 5 doses de pinga toda noite que chego em casa.
De modo que, se vc me ligar às 21h, eu já vou estar levemente bêbada.
Creio que em uns 3 dias isso termina e logo volto à cerveja diária.

A sorte, minha e dos amigos, é que tô sem créditos nenhum pra ficar aporrinhando com mensagens via celular. O azar é ter internet e ficar pensando 10 vezes se devo mandar emails bonitos aos amigos.

E vai ficar assim até acabar a pinga.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bar, de novo e sempre

Acho que não preciso dizer aqui que tenho uma outra família, além da de sangue. A maioria das referências familiares que aparecem aqui é sobre a família que acabei ganhando, a de coração. Explicar sobre todo esse processo e o tanto que eles significam pra mim já vai além da minha capacidade e seria, no fim, inútil. Não sei se alguém, além dos relacionados, entenderia.

Enfim, tudo isso pra dizer o quanto gostei de ficar no bar até ser expulsa, hoje de madrugada, junto com um dos meus parentes. Acho que a gente nunca tinha se conversado tanto quanto nessas horas, embora ele sempre estivesse por perto para me ajudar no que fosse.

E fazia um bom tempo que eu não fechava um bar.

Valeu Pedro. De coração.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fim de semana

Sexta-feira. Cervejas à noite com amigos que a um bom tempo não via reunidos. Muita conversa, muita coincidência descoberta.

Sábado. Feira de quadrinhos, uma grana a menos na conta bancária. Companhia do padrinho, mostrando as melhores publicações da nona arte. Gaiman, Vaughan e Eisner presentes na modesta coleção. Jantar na casa dele, mais algumas cervejas e mais música boa descoberta.

Domingo. Pastel na Lorena com o irmão e namorada, filmes à tarde, quadrinhos de noite. Curtindo a casa com “novos” móveis.

Depois de uma semana de trampo intenso, percorrendo várias ruas de Embu, nada como um fim de semana tranqüilo pra descansar bem e se divertir ao mesmo tempo.

E, de fato, na sexta-feira a Augusta morre à uma da manhã. Mas, no sábado, ela sobrevive até umas quatro da madrugada.

domingo, 11 de outubro de 2009

A morte da Augusta

Sexta-feira, 19:30. Passo pela rua Augusta do começo ao fim, no ônibus que vem de Embu das Artes com destino ao Anhangabaú. Trânsito leve, baladeiros atrás de matinês baratas, em sua maior parte crianças de 14 anos, jovens executivos e assalariados em geral à procura da cerveja amiga do fim de expediente e/ou comemorando mais um fim de semana prolongado. Em uma hora, seria meu destino também, ao encontrar dois amigos na estação Consolação.

Pausa rápida em casa para tomar banho, arrumar a bolsa, fumar um cigarro para curar o cansaço do trânsito carregado ainda em Taboão da Serra e de volta à Augusta. Algumas cervejas, um lanche, sessão de cinema às 21:50. A quanto tempo não ia num cinema....filme bom, desses de arrepiar a alma. Logo após o filme, reencontro com o mesmo amigo da cerveja antes do cinema, e mais algumas num bar de rockeiros clássicos, com música boa, conversa saudosa, lembranças resgatadas.

Eis que, à uma da manhã, o garçom vem pedir pra pagar a conta. Eu já estava ciente que alguns bares fechavam à meia-noite, vítimas da lei anti-fumo e, conseqüentemente, da lei do silêncio. Mas não acreditamos que o bar, que ficou servindo até a uma da manhã, fecharia naquela hora. Desacreditados, saímos do bar, ainda com sede de mais cerveja. Um dos amigos foi embora, de skate, rumo à estação Paraíso. Eu e mais outro amigo continuamos descendo a Augusta, na esperança de acharmos mais algum bar aberto.

A esperança foi se esvaindo assim que chegávamos à Praça Roosevelt. Foi triste ver o bar que fiquei das sete da noite às seis da manhã com outros amigos queridos, num agora distante maio desse ano, fechado. A partir de então, nos conformamos em ir pra casa, conversar mais um pouco e dormir. Nem o bar da esquina de casa, que eu achei que ficaria aberto até umas três da manhã, estava disponível.

Quando chegamos em casa, a fala foi a mesma: mataram a Augusta. A rua que sempre me serviu de apoio e de residência nas horas de bebedeira, dessa vez em diante já não me seria a companhia da madrugada. Assim como as outras ruas do centro, com bares que tanto agüentaram minhas emoções e minhas risadas. A Augusta, assim como muitas outras ruas, morre à uma da manhã em São Paulo, que perdeu de vez o título de “a cidade que não dorme”.

São Paulo está obrigada a dormir, a fechar os olhos quando está no auge da diversão. Assim como as crianças que se recusam a dormir às dez da noite, sob as ordens e ameaças muitas vezes severas dos pais. Diversão de fato, agora, só emendando na casa de alguém, ou em alguma balada fechada e por vezes caríssima a quem só está à procura de um ambiente agradável e adequado para uma boa conversa, com algumas muitas cervejas como acompanhamento.

[Tenho ciência que o assunto do post não é original - muitos já devem ter falado sobre isso. Mas publico assim mesmo.]

domingo, 16 de agosto de 2009

Xangô, mais uma vez

Dessa vez tinha mais gente que o habitual. Muito de última hora conseguimos reunir muitas gerações feneanas no bar de sempre. Um chamou o outro, que chamou o outro, e assim foi. Gente de fora, gente da capital. Gente formada, gente estudante, gente que mudou de curso, agregados. Muitas histórias, muitas lembranças, muita gargalhada. Tanta coisa boa que pareceu que éramos amigos a décadas. Tanta coisa boa que o tempo voou. E, no fim, ficamos mais de 8 horas bebendo. Fins de semana regados a álcool tem virado rotina nessa minha vida paulistana. Ainda bem!

Pra quem conhece, imagina na mesma mesa de bar: Laurinha, Maurílio, Germana, Diogo, eu, Didigo, Japa, Batatinha, Vanessa. Depois que Laurinha foi embora, chegaram Livinha e Pedro. No mínimo, 9 gerações aí. Bom demais!