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quarta-feira, 17 de março de 2010

Trote

Lembro que, quando fui fazer a matrícula no curso de Arquitetura e Urbanismo na UNICAMP, lá em 2002, os veteranos me receberam super bem. Apesar do medo do novo, eu tava disposta a ser pintada e tudo mais, sempre dentro do bom senso.

Na primeira semana de aula, muitas brincadeiras, muito passeio pelo campus, muita pintura na cara e na camiseta. Mas, apesar de parecer mentira, os veteranos sempre deixaram claro que participava quem queria. Eu mesma demorei uns 4 anos pra ajudar a construir o forno de pizza, que os bixos sempre fazem no primeiro ano. Ou tinha preguiça, ou tava cansada, ou chegava tarde demais...mas nunca me obrigaram. Ajudava, sim, na confecção das pizzas, na grana das cervejas (bebia horrores), mas sempre com muita diversão.

Tive sorte de sempre participar ou de ajudar a organizar trotes muito bacanas e sem nenhum apelo pornográfico e sem humilhações sexistas. Até o ano que saí da faculdade, os trotes eram limpos. O que nunca significou que o povo fosse careta. Apenas tínhamos bom senso e queríamos que o calouro entrasse na faculdade sabendo que podia contar com a gente, no melhor sentido da palavra.

Lembrei disso porque hoje, conversando com minha irmã, ela me disse que tá sofrendo uma série de retaliações no orkut, por causa de um depoimento que ela deu pro jornal da Record. Ela e uma amiga presenciaram mais um desses trotes imbecis, violentos e babacas. Tipo o que o povo das Engenharias da UNICAMP aplicavam em seus bixos.

O principal, e o mais escroto, na minha opinião, eram os gritos de guerra recheados de xingos, obscenidades e, logicamente, machismo. Repito que não faço parte da ala careta da UNICAMP, mas passo longe da vulgaridade, desrespeito e imbecilidade desse tipo de trote. Achei que tinha acabado esse tipo de trote nas faculdades por aí.

Mas, o que me chocou mais do que ver que isso ainda existe, é o fato dos calouros e veteranos da referida faculdade que minha irmã presenciou encararem isso como algo absolutamente normal, dentro das tradições da tal faculdade.

Não entendo como é normal gritos de guerra chulos e escrotos, e entendo menos ainda a razão de se perpetuar isso.

Entendo, ainda menos, a razão do povo da tal faculdade defender isso com unhas e dentes, dizendo que ninguém foi obrigado a ficar gritando tais palavras (claro que não foram obrigadas, mas foram coagidas a agir igual ao bando que formavam parte, para se sentirem amigos, incluídos no meio, sem chance de algum raciocínio lógico no meio dessa imbecilidade - tá cheio de casos típicos de filme norte-americano, em que, se vc não faz o que tão te falando, acaba sendo excluído e tachado de idiota na faculdade inteira - e isso é bem real).

Não entendo, também, o que leva alguém a fazer ameaças de processo por fatos - e não mentiras e invenções - relatados a um jornal.

Aliás, entendo: pode ser que, num lapso de justiça, os veteranos responsáveis tenham alguma punição, mesmo que leve. Pode ser que o currículo dos que participaram seja manchado. Pode ser que a reputação da tal faculdade caia bem mais. Acho que é essa a defesa que eles fazem, de uma instituição que não está nem aí para eles. Ou alguém ainda acha que a prioridade das faculdades públicas é o aluno em si, e não o conhecimento gerado por eles para proveito da própria faculdade?

E sei também que nem todo estudante de faculdade pública tem bom senso. A nata da sociedade possui seus exemplares podres, que podem demorar 4, 5 anos para adquirir algum senso na vida. Às vezes, não adquirem. Infelizmente, eles habitam muitas faculdades por aí...

Ficou grande, mas a intenção não era somente proteger minha irmã (até porque ela tá bem grandinha pra se virar - e faz isso muito bem!), mas também pra demonstrar minha perplexidade de se achar normal e tradicional um trote absurdo, violento e escroto. Pelo menos na Arquitetura, os trotes são muito mais legais, mais criativos, sem xingamentos, sem obscenidades, com muita cerveja e muita alegria. E nem por isso os bixos deixam de ter apelidos idiotas. E que seja assim por um bom tempo, sempre com bom senso e senso crítico.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fim de semana

Sexta-feira. Cervejas à noite com amigos que a um bom tempo não via reunidos. Muita conversa, muita coincidência descoberta.

Sábado. Feira de quadrinhos, uma grana a menos na conta bancária. Companhia do padrinho, mostrando as melhores publicações da nona arte. Gaiman, Vaughan e Eisner presentes na modesta coleção. Jantar na casa dele, mais algumas cervejas e mais música boa descoberta.

Domingo. Pastel na Lorena com o irmão e namorada, filmes à tarde, quadrinhos de noite. Curtindo a casa com “novos” móveis.

Depois de uma semana de trampo intenso, percorrendo várias ruas de Embu, nada como um fim de semana tranqüilo pra descansar bem e se divertir ao mesmo tempo.

E, de fato, na sexta-feira a Augusta morre à uma da manhã. Mas, no sábado, ela sobrevive até umas quatro da madrugada.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Latas

Esses dias eu “lembrei” que tenho uma coleção de latas. Lembrei por causa da decoração da casa nova, quando tava vendo uns quadros pra comprar e um de latas de cerveja do mundo inteiro me chamou a atenção. Não tanto pelo quadro em si, mas pra ver quais eu já tinha na coleção. Reparei, com um certo orgulho, que tenho muitas latinhas bacanas, algumas raras, a maioria dessas que se acha nas lojas mesmo.

A coleção começou quando tinha uns 13 anos, incentivada por um amigo da época que tava se desfazendo da coleção dele e me doou uma boa parte. A partir daí, toda vez que vou em qualquer lugar, seja em empórios ou em bares de esquina, fico reparando nas latinhas expostas. Na maioria das vezes que viajava pelo Brasil, trazia pelo menos uma. E sempre que sabia que algum amigo ia viajar pro exterior, pedia pra me trazer qualquer uma, mesmo amassada (porque latas não agüentam viagem). Quase nunca deu certo, mas consegui umas muito bacanas dos Estados Unidos e outra do Quênia.

Dentre as brasileiras, fiquei feliz de conseguir uma lata de guaraná genuíno da Amazônia (pelo menos era assim que era anunciada, em Belém), uma do guaraná Jesus – o refrigerante cor de rosa, lá do Maranhão -, cortesia de um amigo do meu pai, e um guaraná que só tem em Uberlândia.

Na coleção tem de tudo, tanto guaranás genéricos quanto cervejas importadas. Me importa mais a diversidade do que a qualidade da bebida. De fato, 80% do que tenho são de gosto sofrível, mas cada uma com uma história muito boa como pano de fundo. Acho que ainda consigo me lembrar da maioria dos fatos que me levaram a pegar cada lata. E claro que a coleção começou a engrenar mais quando aprendi a tomar cerveja, e depois quando comecei a ganhar um pouco mais de grana na vida.

Como curiosidade, até março desse ano eu tinha cerca de 1350 latas. Coleção extremamente modesta perto de muitos colecionadores. Mas que me enche de alegria. O único problema é o que fazer com elas, já que ainda estão na casa dos meus pais e não faço idéia se ficaria bacana no meu apartamento. E nem faço idéia de como transportá-las pra casa.

Lata de Coca-Cola azul, produzida especialmente para a festa dos bois Caprichoso e Garantido, em Parintins. Aceito doação!

sábado, 11 de julho de 2009

Watchmen

Watchmen é incrível. Mesmo o filme, que tinha tudo pra dar errado, foi muito bom. Considero como a maior obra-prima já feita nos quadrinhos, referência e porta de entrada para o melhor desse mundo. E não vale a pena contar a história aqui, porque além de ser muita coisa, perde-se muito quando não se lê a obra. Perde-se as inúmeras referências musicais e históricas, perde-se o jogo de enquadramento e a arte da sequência.....vale muito mais ler do que buscar reviews pela net. Vale até mais ver o filme do que ler reviews por aí.

Pesquisando alguns episódios de Snoopy na net (meu maior vício, atualmente), descobri muitas coisas de Watchmen. De primeira, um cara desenhou a turma do Snoopy fantasiados de personagens do Watchmen. Não deixa de ser curioso, embora um universo não tenha a ver com o outro.

O cara se chama Evan Shaner. Se quiser ver mais dele, clique aqui.

Daí pra frente, descobri um site que simula um jogo de fliperama do "Minutemen", o grupo de heróis que serviu de inspiração aos demais vigilantes que surgiriam depois. O jogo é "lançado" em 1977, quando os vigilantes foram proibidos de atuar. O site é esse aqui e dá até pra colocar as suas iniciais ao fim do jogo, no melhor estilo anos 80. As músicas, o estilo, o desenho....o suposto jogo foi feito pela Veidt Enterprise, cujo dono é Ozymandias, ex-vigilante e que tem papel fundamental na trama.


Achei também este site, do "The New Frontiersman", jornal de direita que aparece bastante nos quadrinhos, sendo na leitura diária do Rorschach, seja na luta dos editores para conseguirem uma matéria e colocar pra vender. Tem muito material bom, desde a entrevista sobre os 6 minutos para a meia-noite, anúncios de revista da Veidt Entreprise, a foto dos Minutemen, reposrtagens envolvendo Dr. Manhattan e Ozymandias.....se não soubesse que tudo era fictício, passava batido, de tão real que parece.

O clima nos Estados Unidos era esse, em 1985. Quantas referências você vê aí?

Enfim, se você gostar tanto de Watchmen como eu, dá pra se divertir bastante nesses links aí.

Watchmen Smiley

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Gibis

Depois de um longo tempo sem ler gibis, cá estou eu de volta nesse mundo.
E aqui vai uma pequena lista do que descobri e achei bacana:

- Paul Has a Summer Job (Michel Rabagliati): pelo nome parece uma história idiota. E até metade da história não parece mesmo grande coisa. Mas aos poucos dá pra sacar o caráter humanista. Resumidamente falando, conta a história de Paul, que "foge" da escola, não consegue ser feliz no trampo dele, até que recebe a oferta de participar como monitor de um camping para crianças que vivem na linha da miséria e que sofrem violência e abusos na própria casa.


- The New Adventures of Hitler (Grant Morrison): aventura surreal sobre a vida de Hitler ainda na Inglaterra, vivendo com sua cunhada. A grande empreitada de Hitler é a busca pelo Santo Graal, e nas discussões com sua "família" inglesa é que denota toda a autoridade no Hitler que conhecemos. Destaque para a aparição especial de Morrissey, logo no começo. Bom, só por ser do Morrison já sabe que vale a pena.


- Blankets (Craig Thompson): segue mais ou menos a linha do "Paul Has a Summer Job". Conta a história de vida do próprio Craig, da infância à fase adulta. Dos dramas de criança, do irmão mais novo, dos amores descobertos, da religião sempre presente. São tantos problemas e alegrias que o cara vai passando que é impossível vc não se identificar com alguns deles. Também daqueles quadrinhos que te faz pensar na vida.


- Snoopy: Ser Cachorro é um Trabalho de Tempo Integral (Charles M. Schultz): essa compilação de tiras do Snoopy é de fazer qualquer um se apaixonar por ele. Tem histórias do Woodstock, da família errante do Snoopy, do beisebal de cada dia....uma história melhor que a outra. E algumas com um fundo psicológico muito bom . Destaque para os pesadelos do Woodstock, pra sua mãe adotiva e para o Spike.


Tenho mais outros na lista de espera, mas não poderia deixar de escrever da minha decepção sobre "Maus". Falavam tão bem que achei que seria fantástico. No fim é mais do mesmo, nada de mais. A narrativa é boa, os desenhos são ótimos, mas a história é a mesma que sempre ouvimos por aí, sobre o Holocausto, o sofrimento dos judeus, da ajuda externa.....esperava mais (e fico muito feliz que não sou a única a pensar assim. Valeu Fernando!)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

E dá-lhe porco!

Acho que só falta falar dessa paixão minha por aqui: o futebol e, logicamente, o Palmeiras.

Outro dia no bar com o pessoal do escritório, meu chefe me perguntou porque sou palmeirense. A única resposta plausível foi de que a família do meu pai é italiana e que herdaram o gosto pelo Verdão, que vou passando pra frente. Porque podia ser uma paixão alvi-negra também, já que o Palmeiras foi formado por dissidentes do Corinthians, logo, tudo italiano.

A minha paixão se transformou num fanatismo que teve uma ascenção e queda relativamente rápida. Meu segundo jogo de futebol nos estádios foi aos 10 anos, em 1993. Não podia ser melhor: último jogo da final do Paulistão, Palmeiras x Corinthians, fila de 16 anos sem títulos, e na desvantagem. Podia ganhar por 2 gols de diferença que ainda assim não seria o campeão.

Não só ganhou no tempo normal por 3x0 como na prorrogação teve gol de penalti do ídolo da vez, Evair. O melhor jogo que fui até hoje. E lembro como se fosse ontem.

[em pé: Mazinho, Roberto Carlos, Cesar Sampaio, Tonhão, Sergio, Antonio Carlos.
Agachados: Edmundo, Daniel, Evair, Edilson, Zinho]


[Meu primeiro jogo foi na rua Javari: Juventus x XV de Piracicaba, cheio de vovôs e crianças italianas e do interior. Uma farra só! Não a toa, as duas camisas de futebol oficiais que tenho hoje são desses times]

De lá pra cá, foram muitos jogos do Palestra, muitas vitórias, muitas derrotas. Até vir a Copa do Mundo de 98 e me desanimei por completo. Não sei se foram as falcatruas da Copa ou um entedimento de que a gente só perde tempo e energia com os caras que ganham milhões e nós, reles mortais, nem um décimo disso na vida inteira. Eu sei é que não foi a derrota do Brasil que me fez desistir da torcida em geral.

Hoje em dia, acompanho de leve algumas coisas. Não sei mais do time atual, não sei das conquistas pós-Copa do Brasil de 1998. Mas qualquer jogo decisivo eu assisto e torço, grito nos gols e tudo. Só parei de sofrer por causa disso e de ser fanática a ponto de chorar por alguma derrota importante.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Liga Extraordinária


Esses dias tava revirando minhas tralhas aqui, e contei 25 cd’s de gibis. Pra quem não sabe, sou apaixonada por gibis, de qualquer tipo, desde que tenham boas histórias. De mangás a quadrinhos brasileiros. E, também, pra quem não sabe, eu baixo gibis pela net pata guardá-los em formato digital. Talvez eu me esconda por trás do discurso de preservação digital, mas provavelmente seja mais aceitável dizer que sou pirata mesmo e que baixo pelo simples motivo que nunca vou ter grana pra comprar todos os gibis que gosto. Fora que o espaço físico em cd’s é infinitamente menor que os gibis de formato tradicional (tenho em casa uma gaveta de mais ou menos 0,50x0,50x0,30m, cheio de gibis, que as traças às vezes resolvem se alimentar deles).

Seja como for, tenho muito gibi guardado em cd’s, e quando tenho algum tempo sobrando leio eles em casa. Ou quando tinha um projeto travado a ser entregue no dia seguinte. E nessa semana decidi finalmente ler A Liga Extraordinária (The League of Extraordinary Gentlemen, no original), que eu tinha sempre reservado um tempo mas nunca conseguia ler inteiro. Descobri que só tinha o volume 1 baixado, em português, e já baixei o volume 2 (e também o 1, ambos em inglês, a serem lidos mais tarde).

Trata-se de um grupo de outrora heróis da Coroa Inglesa, com seus feitos contados em livros, e que são “recrutados” para resolverem mais um mistério para salvar a Inglaterra. A narrativa se passa na Inglaterra do fim do século XIX, bem na época da partilha e colonização da África pelas nações européias. O que mais me animou a ler não foi a história em si, mas sim a idéia de uso dos personagens, todos retirados de clássicos da literatura inglesa. Eu, infelizmente, não tenho essa cultura de ler clássicos ingleses, e foi esse gibi que me motivou a lê-los. Pra não ficar no devaneio puro, os personagens são:

- Mina Murray, de “Drácula” (Bram Stoker)

- Allan Quatermain, de “As minas do Rei Salomão” (H. Rider Haggard)


- Capitão Nemo, de “Vinte mil léguas submarinas” (Julio Verne)


- Henry Jekill/Edward Hyde, de “O médico e o monstro” (Robert Louis Stevenson)


- Hawley Griffin, de “O Homem invisível” (H. G. Wells)


Na trama, Mina é responsável por recrutar os integrantes do “zoológico” (como acabam denominando o grupo, no início, pelas aberrações que teriam de chamar), junto com a ajuda de Nemo e seu Nautilus, a mando do Serviço de Inteligência britânico. No volume 1, o único que li até agora, seguem-se 3 partes: o recrutamento do pessoal, no qual a gente vai conhecendo a índole de cada um; o conhecimento do caso; e a sua conclusão. Falar assim pode fazer despertar pouco interesse, mas eu, só de saber que a idéia é reunir clássicos da literatura para resolver mistérios, com muita ação e aventura, já teria muita vontade de ler. E, talvez, tenha faltado um fator prinordial para aguçar a curiosidade: tudo foi escrito pelo brilhante Alan Moore, o mesmo de “Watchmen” e “Do inferno”, pra ficar nos melhores. O desenho fica a cargo de Kevin O’Neill e, embora não conhecesse ele, o resultado é fantástico. Desenho limpo, com detalhes fascinantes e planos de enquadramento fora do convencional.

No volume 1 ficam algumas pontas a serem aparadas, principalmente em se tratando da própria personalidade dos personagens, e talvez alguns dos “mistérios” se resolvam no volume 2, como por exemplo o interesse do grupo em saber porque Mina faz parte do grupo, já que aparentemente não tem um passado tão explicitamente controverso ou característico dos demais (embora haja algumas insinuações quanto a sua história no decorrer do volume 1).

Quem já leu os clássicos de onde foram retirados pode ter maior propriedade para falar sobre as caracterizações de cada personagem. Pra mim, ficou bem bacana e super condizente com a época retratada. Resta ler e reparar qual foi a visão de Alan Moore ao escrever as histórias.

E, só pra finalizar, eu não vi o filme baseado nos quadrinhos, de mesmo nome, mas sempre ouvi e li críticas bem ruins, como descaracterização dos personagens e efeitos especiais péssimos. O que me agradou bastante foi que, por razões mercadológicas, um personagem norte-americano foi incluso na Liga: Mark Twain, de “As aventuras de Mark Twain”, para que o público norte-americano tivesse alguma afinidade para ver um filme só com heróis ingleses. Me agradou porque foi uma alteração que pelo menos seguiu a lógica de Moore. De resto, já não me animava muito ver o filme, mas agora sabendo da história, é provável que eu veja só pra ver como ficou.

UPDATE: Não dá pra ficar só na leitura do Volume 1. O Volume 2 é indispensável pra ver como ficam as relações entre o pessoal da Liga. Antes de ler, ou depois, recomendo ir atrás da história sobre a invasão marciana na Terra, por Orson Wells, na década de 1930, e também ir atrás do livro "A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells.