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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Kick-Ass
Há muito tempo não lia nada novo da Marvel. Até porque, pelos reviews que vão surgindo, não tinha nada que me agradasse. Até aparecer Kick-Ass (que, na verdade, apareceu faz um tempo já, em terras norte-americanas).
Soube de Kick-Ass por causa de um pôster que vi num site, anunciando o filme para abril de 2010. Na resenha tímida, soube que o filme é baseado numa série que ainda não terminou, desenhada e escrita por duas lendas dos quadrinhos: John Romita Jr. e Mark Millar, respectivamente. Logo que soube, baixei os sete números que saíram até então. Até a estréia em terras brasileiras deve sair alguma publicação por aqui.
A história é simples, mas muito bem sacada: um garoto, chamado Dave Lizewski, é aficcionado por quadrinhos. Faz o estilo nerd, apaixonado não só por quadrinhos, como por internet e novidades do gênero (durante a história, ocorrem inúmeras citações do nosso mundo real). E Dave se perguntava porque num mundo cheio de quadrinhos de heróis, ninguém nunca tinha pensado em virar um, de verdade. Até que ele coloca esse plano em prática. Na sua primeira missão, é esmurrado, esfaqueado e atropelado, ficando meses no hospital e recebendo placas de titânio na cabeça. De volta pra casa, queima todos seus gibis, jurando nunca mais se meter nessa vida. Promessa que não dura muito e logo ele volta à ativa, dessa vez de forma gloriosa.
Claro que nesse meio tempo muita coisa acontece, novos heróis e novas ameaças vão surgindo. Mas não dá pra dizer porque faz o filme (e a leitura) perder a graça. Eu acho que dois tipos de pessoas vão ver esse filme: os que conhecem a série e os amigos dos que conhecem a série, que vão ser convencidos a assistir. E o filme tem tudo pra ser a versão Marvel de Kill Bill, se for de acordo com as cenas dos gibis. O que não deixa de ser ruim, porque um gibi escrito por Mark Millar só pode ser muito bom.
Aliás, Millar tem se especializado, de certa forma, numa visão mais realista acerca dos heróis. Foi mais ou menos assim em Civil War, com o registro ou não de super-heróis (e, consequentemente, com o fim dos uniformes e o fim da identidade secreta) - Civil War, que retoma um pouco de um dos conceitos de Watchmen (do genial Alan Moore), principalmente no que diz respeito à frase "Quem vigia os vigilantes?"
Enfim, Kick-Ass tem tudo pra ser muito bom, uma surpresa a muita gente, principalmente aos marvetes de plantão. Já tá na lista de futuros filmes a serem vistos no cinema!
domingo, 11 de outubro de 2009
A morte da Augusta
Sexta-feira, 19:30. Passo pela rua Augusta do começo ao fim, no ônibus que vem de Embu das Artes com destino ao Anhangabaú. Trânsito leve, baladeiros atrás de matinês baratas, em sua maior parte crianças de 14 anos, jovens executivos e assalariados em geral à procura da cerveja amiga do fim de expediente e/ou comemorando mais um fim de semana prolongado. Em uma hora, seria meu destino também, ao encontrar dois amigos na estação Consolação.
Pausa rápida em casa para tomar banho, arrumar a bolsa, fumar um cigarro para curar o cansaço do trânsito carregado ainda em Taboão da Serra e de volta à Augusta. Algumas cervejas, um lanche, sessão de cinema às 21:50. A quanto tempo não ia num cinema....filme bom, desses de arrepiar a alma. Logo após o filme, reencontro com o mesmo amigo da cerveja antes do cinema, e mais algumas num bar de rockeiros clássicos, com música boa, conversa saudosa, lembranças resgatadas.
Eis que, à uma da manhã, o garçom vem pedir pra pagar a conta. Eu já estava ciente que alguns bares fechavam à meia-noite, vítimas da lei anti-fumo e, conseqüentemente, da lei do silêncio. Mas não acreditamos que o bar, que ficou servindo até a uma da manhã, fecharia naquela hora. Desacreditados, saímos do bar, ainda com sede de mais cerveja. Um dos amigos foi embora, de skate, rumo à estação Paraíso. Eu e mais outro amigo continuamos descendo a Augusta, na esperança de acharmos mais algum bar aberto.
A esperança foi se esvaindo assim que chegávamos à Praça Roosevelt. Foi triste ver o bar que fiquei das sete da noite às seis da manhã com outros amigos queridos, num agora distante maio desse ano, fechado. A partir de então, nos conformamos em ir pra casa, conversar mais um pouco e dormir. Nem o bar da esquina de casa, que eu achei que ficaria aberto até umas três da manhã, estava disponível.
Quando chegamos em casa, a fala foi a mesma: mataram a Augusta. A rua que sempre me serviu de apoio e de residência nas horas de bebedeira, dessa vez em diante já não me seria a companhia da madrugada. Assim como as outras ruas do centro, com bares que tanto agüentaram minhas emoções e minhas risadas. A Augusta, assim como muitas outras ruas, morre à uma da manhã em São Paulo, que perdeu de vez o título de “a cidade que não dorme”.
São Paulo está obrigada a dormir, a fechar os olhos quando está no auge da diversão. Assim como as crianças que se recusam a dormir às dez da noite, sob as ordens e ameaças muitas vezes severas dos pais. Diversão de fato, agora, só emendando na casa de alguém, ou em alguma balada fechada e por vezes caríssima a quem só está à procura de um ambiente agradável e adequado para uma boa conversa, com algumas muitas cervejas como acompanhamento.
[Tenho ciência que o assunto do post não é original - muitos já devem ter falado sobre isso. Mas publico assim mesmo.]
Pausa rápida em casa para tomar banho, arrumar a bolsa, fumar um cigarro para curar o cansaço do trânsito carregado ainda em Taboão da Serra e de volta à Augusta. Algumas cervejas, um lanche, sessão de cinema às 21:50. A quanto tempo não ia num cinema....filme bom, desses de arrepiar a alma. Logo após o filme, reencontro com o mesmo amigo da cerveja antes do cinema, e mais algumas num bar de rockeiros clássicos, com música boa, conversa saudosa, lembranças resgatadas.
Eis que, à uma da manhã, o garçom vem pedir pra pagar a conta. Eu já estava ciente que alguns bares fechavam à meia-noite, vítimas da lei anti-fumo e, conseqüentemente, da lei do silêncio. Mas não acreditamos que o bar, que ficou servindo até a uma da manhã, fecharia naquela hora. Desacreditados, saímos do bar, ainda com sede de mais cerveja. Um dos amigos foi embora, de skate, rumo à estação Paraíso. Eu e mais outro amigo continuamos descendo a Augusta, na esperança de acharmos mais algum bar aberto.
A esperança foi se esvaindo assim que chegávamos à Praça Roosevelt. Foi triste ver o bar que fiquei das sete da noite às seis da manhã com outros amigos queridos, num agora distante maio desse ano, fechado. A partir de então, nos conformamos em ir pra casa, conversar mais um pouco e dormir. Nem o bar da esquina de casa, que eu achei que ficaria aberto até umas três da manhã, estava disponível.
Quando chegamos em casa, a fala foi a mesma: mataram a Augusta. A rua que sempre me serviu de apoio e de residência nas horas de bebedeira, dessa vez em diante já não me seria a companhia da madrugada. Assim como as outras ruas do centro, com bares que tanto agüentaram minhas emoções e minhas risadas. A Augusta, assim como muitas outras ruas, morre à uma da manhã em São Paulo, que perdeu de vez o título de “a cidade que não dorme”.
São Paulo está obrigada a dormir, a fechar os olhos quando está no auge da diversão. Assim como as crianças que se recusam a dormir às dez da noite, sob as ordens e ameaças muitas vezes severas dos pais. Diversão de fato, agora, só emendando na casa de alguém, ou em alguma balada fechada e por vezes caríssima a quem só está à procura de um ambiente agradável e adequado para uma boa conversa, com algumas muitas cervejas como acompanhamento.
[Tenho ciência que o assunto do post não é original - muitos já devem ter falado sobre isso. Mas publico assim mesmo.]
sábado, 7 de março de 2009
Wall E
Tenho assistido muitos filmes quando fico em casa. Vou baixando e vendo à noite, ou então vejo de forma online mesmo. E alguns bons quando passam na tv aberta (não tenho tv paga).
Dessa forma, consegui ver a trilogia do Poderoso Chefão, finalmente; consegui ver Frost/Nixon de maneira online; e, também finalmente, assisti a Montanha dos Sete Abutres, que eu tava a fim de ver desde o fim do ano passado.
Dentre as animações, me surpreendi com o hilário Lilo e Stitch (a tempos não assistia um desenho tradicional da Disney) e me surpreendi mais ainda com o do título do post: Wall E. Que fiquei mais curiosa para assistir depois que soube que a canção principal era do Peter Gabriel e tava concorrendo ao Oscar (perdendo para a música do fenômeno instantâneo "Quem quer ser um milionário?", que ainda não vi).
Bom, voltando ao tópico, ver Wall E foi a maior alegria que tive nessas férias. O filme, como alguns já devem saber, conta a história do único robozinho ativo para a limpeza da Terra, tomada por lixo. O robozinho, o Wall E (Waste Allocation Load Lifter Earth-Class), segue sua rotina de trabalho, compactando lixo e organizando em imensas torres. Com o diferencial de separar tudo aquilo que lhe é agradável e curioso, fazendo de sua casa um verdadeiro museu de objetos humanos. Já estes, para que a limpeza da Terra fosse completa, foram realocados em naves que contém e fazem tudo por eles, de modo que nem andar eles precisam. Contar mais sobre a vida deles na nave vai fazer perder um pouco da graça do filme.
Na Terra, Wall E recebe a visita de um outro robô, bem mais moderno e bem equipado que ele, cuja missão vai desencadear muitas ações que comprometem a humanidade. Mas o que ninguém imaginaria (a não ser nós, porque é bem clichezão, mesmo assim lindo), é que Wall E se apaixonaria por esta robô visitante e de temperamento um tanto complicado.
Vale a pena reparar nos coadjuvantes extremamente engraçados e que tornam o filme mais agradável. Destaque para o robozinho limpador.
O filme, apesar de passar a mensagem de proteção da natureza e do consumismo desenfreado de uma maneira bem aberta, não o faz com a chatice que se imagina só de pensar nesses temas. E, no fim, a humanidade embutida nos robozinhos (em todos eles, não só nos principais) chama demais a atenção, e não tem como não simpatizar com eles. Um filme extremamente bem feito, com a emoção que a tempos eu não via em desenhos ditos para criança (porque Wall E não é só pra criança, não!). Tá certo que o filme inteiro é bem clichê, mas as inúmeras referências a diversos filmes e personalidades (de Titanic a Charles Chaplin), juntamente com as sequências hilárias e tristes, trazem de volta a magia de se ver um bom filme da Disney.
Obviamente vale demais a pena. Aqui em casa já vi duas vezes, na versão dublada e legendada, e as duas são primorosamente bem feitas. Até preferi a dublada, porque a Disney sempre manda muito bem nas dublagens. E não esqueça de ver também os créditos finais! Muito bom ver um filme que valoriza o letreiro final.
Dessa forma, consegui ver a trilogia do Poderoso Chefão, finalmente; consegui ver Frost/Nixon de maneira online; e, também finalmente, assisti a Montanha dos Sete Abutres, que eu tava a fim de ver desde o fim do ano passado.
Dentre as animações, me surpreendi com o hilário Lilo e Stitch (a tempos não assistia um desenho tradicional da Disney) e me surpreendi mais ainda com o do título do post: Wall E. Que fiquei mais curiosa para assistir depois que soube que a canção principal era do Peter Gabriel e tava concorrendo ao Oscar (perdendo para a música do fenômeno instantâneo "Quem quer ser um milionário?", que ainda não vi).
Bom, voltando ao tópico, ver Wall E foi a maior alegria que tive nessas férias. O filme, como alguns já devem saber, conta a história do único robozinho ativo para a limpeza da Terra, tomada por lixo. O robozinho, o Wall E (Waste Allocation Load Lifter Earth-Class), segue sua rotina de trabalho, compactando lixo e organizando em imensas torres. Com o diferencial de separar tudo aquilo que lhe é agradável e curioso, fazendo de sua casa um verdadeiro museu de objetos humanos. Já estes, para que a limpeza da Terra fosse completa, foram realocados em naves que contém e fazem tudo por eles, de modo que nem andar eles precisam. Contar mais sobre a vida deles na nave vai fazer perder um pouco da graça do filme.
Na Terra, Wall E recebe a visita de um outro robô, bem mais moderno e bem equipado que ele, cuja missão vai desencadear muitas ações que comprometem a humanidade. Mas o que ninguém imaginaria (a não ser nós, porque é bem clichezão, mesmo assim lindo), é que Wall E se apaixonaria por esta robô visitante e de temperamento um tanto complicado.
Vale a pena reparar nos coadjuvantes extremamente engraçados e que tornam o filme mais agradável. Destaque para o robozinho limpador.
O filme, apesar de passar a mensagem de proteção da natureza e do consumismo desenfreado de uma maneira bem aberta, não o faz com a chatice que se imagina só de pensar nesses temas. E, no fim, a humanidade embutida nos robozinhos (em todos eles, não só nos principais) chama demais a atenção, e não tem como não simpatizar com eles. Um filme extremamente bem feito, com a emoção que a tempos eu não via em desenhos ditos para criança (porque Wall E não é só pra criança, não!). Tá certo que o filme inteiro é bem clichê, mas as inúmeras referências a diversos filmes e personalidades (de Titanic a Charles Chaplin), juntamente com as sequências hilárias e tristes, trazem de volta a magia de se ver um bom filme da Disney.
Obviamente vale demais a pena. Aqui em casa já vi duas vezes, na versão dublada e legendada, e as duas são primorosamente bem feitas. Até preferi a dublada, porque a Disney sempre manda muito bem nas dublagens. E não esqueça de ver também os créditos finais! Muito bom ver um filme que valoriza o letreiro final.
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