Outro dia no bar com o pessoal do escritório, meu chefe me perguntou porque sou palmeirense. A única resposta plausível foi de que a família do meu pai é italiana e que herdaram o gosto pelo Verdão, que vou passando pra frente. Porque podia ser uma paixão alvi-negra também, já que o Palmeiras foi formado por dissidentes do Corinthians, logo, tudo italiano.
A minha paixão se transformou num fanatismo que teve uma ascenção e queda relativamente rápida. Meu segundo jogo de futebol nos estádios foi aos 10 anos, em 1993. Não podia ser melhor: último jogo da final do Paulistão, Palmeiras x Corinthians, fila de 16 anos sem títulos, e na desvantagem. Podia ganhar por 2 gols de diferença que ainda assim não seria o campeão.
Não só ganhou no tempo normal por 3x0 como na prorrogação teve gol de penalti do ídolo da vez, Evair. O melhor jogo que fui até hoje. E lembro como se fosse ontem.
[em pé: Mazinho, Roberto Carlos, Cesar Sampaio, Tonhão, Sergio, Antonio Carlos.Agachados: Edmundo, Daniel, Evair, Edilson, Zinho]
[Meu primeiro jogo foi na rua Javari: Juventus x XV de Piracicaba, cheio de vovôs e crianças italianas e do interior. Uma farra só! Não a toa, as duas camisas de futebol oficiais que tenho hoje são desses times]
De lá pra cá, foram muitos jogos do Palestra, muitas vitórias, muitas derrotas. Até vir a Copa do Mundo de 98 e me desanimei por completo. Não sei se foram as falcatruas da Copa ou um entedimento de que a gente só perde tempo e energia com os caras que ganham milhões e nós, reles mortais, nem um décimo disso na vida inteira. Eu sei é que não foi a derrota do Brasil que me fez desistir da torcida em geral.
Hoje em dia, acompanho de leve algumas coisas. Não sei mais do time atual, não sei das conquistas pós-Copa do Brasil de 1998. Mas qualquer jogo decisivo eu assisto e torço, grito nos gols e tudo. Só parei de sofrer por causa disso e de ser fanática a ponto de chorar por alguma derrota importante.