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sexta-feira, 12 de março de 2010

Glauco

O mundo fica mais triste a partir de hoje.
[lembrando uma conversa que tive com um dos mestres-de-obra ainda essa semana...e sem palavras pra expressar a tristeza.]

Glauco. 1957 - 2010.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Kick-Ass

Dave Lizewski, o Kick Ass


Há muito tempo não lia nada novo da Marvel. Até porque, pelos reviews que vão surgindo, não tinha nada que me agradasse. Até aparecer Kick-Ass (que, na verdade, apareceu faz um tempo já, em terras norte-americanas).

Soube de Kick-Ass por causa de um pôster que vi num site, anunciando o filme para abril de 2010. Na resenha tímida, soube que o filme é baseado numa série que ainda não terminou, desenhada e escrita por duas lendas dos quadrinhos: John Romita Jr. e Mark Millar, respectivamente. Logo que soube, baixei os sete números que saíram até então. Até a estréia em terras brasileiras deve sair alguma publicação por aqui.

A história é simples, mas muito bem sacada: um garoto, chamado Dave Lizewski, é aficcionado por quadrinhos. Faz o estilo nerd, apaixonado não só por quadrinhos, como por internet e novidades do gênero (durante a história, ocorrem inúmeras citações do nosso mundo real). E Dave se perguntava porque num mundo cheio de quadrinhos de heróis, ninguém nunca tinha pensado em virar um, de verdade. Até que ele coloca esse plano em prática. Na sua primeira missão, é esmurrado, esfaqueado e atropelado, ficando meses no hospital e recebendo placas de titânio na cabeça. De volta pra casa, queima todos seus gibis, jurando nunca mais se meter nessa vida. Promessa que não dura muito e logo ele volta à ativa, dessa vez de forma gloriosa.

Claro que nesse meio tempo muita coisa acontece, novos heróis e novas ameaças vão surgindo. Mas não dá pra dizer porque faz o filme (e a leitura) perder a graça. Eu acho que dois tipos de pessoas vão ver esse filme: os que conhecem a série e os amigos dos que conhecem a série, que vão ser convencidos a assistir. E o filme tem tudo pra ser a versão Marvel de Kill Bill, se for de acordo com as cenas dos gibis. O que não deixa de ser ruim, porque um gibi escrito por Mark Millar só pode ser muito bom.

Aliás, Millar tem se especializado, de certa forma, numa visão mais realista acerca dos heróis. Foi mais ou menos assim em Civil War, com o registro ou não de super-heróis (e, consequentemente, com o fim dos uniformes e o fim da identidade secreta) - Civil War, que retoma um pouco de um dos conceitos de Watchmen (do genial Alan Moore), principalmente no que diz respeito à frase "Quem vigia os vigilantes?"

Enfim, Kick-Ass tem tudo pra ser muito bom, uma surpresa a muita gente, principalmente aos marvetes de plantão. Já tá na lista de futuros filmes a serem vistos no cinema!

sábado, 26 de setembro de 2009

Death Note


Essa semana li, pela terceira vez, o mangá Death Note. Não sou do tipo que só lê um estilo de quadrinhos, não tenho preconceito nenhum com o povo bombado da Marvel, os magrelos de olhos grandes do mangá e os mais de arte que tem por aí. E eu já fui bem fanática por mangá (aos 15, 16 anos, aprendi a ler japonês - não a entender -, ia na Liberdade comprar mangás originais, desenhava e estruturava várias histórias nesse estilo, e assistia o pouco que passava na tv brasileira e pedia a amigos descendentes fitas vhs com séries que passavam só no Japão. Uma hora cansei de ser fanática e resolvi curtir outras coisas na vida.)

Enfim, o mangá trata-se de um garoto chamado Raito Yagami, um cara gênio que acha que o mundo está podre. Certo dia, encontra um caderno jogado no chão chamado "Death Note", no qual, dentre as muitas regras escritas, diz que ao escrever o nome de alguém nele, a pessoa morre. Descrente, mas ao mesmo tempo curioso pela veracidade, ele escreve o nome de dois criminosos que vê na tv e, segundos depois, é noticiada a morte deles.

Convicto de que não é coincidência, e seguindo seu senso de justiça bem singular e às vezes bem banal (de eliminar as pessoas que não prestam no mundo, segundo sua ótica - e isso inclui tanto criminosos de alto calibre quanto estudantes vagabundos que nada acrescentam ao mundo), ele começa a arquitetar um plano de eliminação e de uma série de assassinatos. Lógico que suas ações são percebidas pela polícia e pela mídia. Começam a correr boatos pela internet sobre o novo deus, batizado de "Kira" (killer, na "tradução" japonesa), e muitos o têm em grande conta. E é junto à polícia que surge L, o maior investigador do mundo, também gênio e tão inteligente quanto Raito.

A partir daí, configura-se uma trama de perseguição, de denúncias, e um quebra-cabeça gigantesco vai se montando e desmontando ao mesmo tempo. No fim, o que menos importa são as mortes e os motivos, mas sim a investigação como um todo e os passos de cada lado, tanto de Raito quanto de L. A história, que parece bem idiota, ganha novos ares e uma nova interpretação graças ao modo de condução da narrativa, muito bem levada.

Contar mais do que isso vai fazer perder toda a graça da série, mas aos que tem paciência e não tem preconceito ao traço japonês, Death Note é leitura obrigatória, que prende a atenção e te deixa um tanto angustiado a cada volume lido.

sábado, 11 de julho de 2009

Watchmen

Watchmen é incrível. Mesmo o filme, que tinha tudo pra dar errado, foi muito bom. Considero como a maior obra-prima já feita nos quadrinhos, referência e porta de entrada para o melhor desse mundo. E não vale a pena contar a história aqui, porque além de ser muita coisa, perde-se muito quando não se lê a obra. Perde-se as inúmeras referências musicais e históricas, perde-se o jogo de enquadramento e a arte da sequência.....vale muito mais ler do que buscar reviews pela net. Vale até mais ver o filme do que ler reviews por aí.

Pesquisando alguns episódios de Snoopy na net (meu maior vício, atualmente), descobri muitas coisas de Watchmen. De primeira, um cara desenhou a turma do Snoopy fantasiados de personagens do Watchmen. Não deixa de ser curioso, embora um universo não tenha a ver com o outro.

O cara se chama Evan Shaner. Se quiser ver mais dele, clique aqui.

Daí pra frente, descobri um site que simula um jogo de fliperama do "Minutemen", o grupo de heróis que serviu de inspiração aos demais vigilantes que surgiriam depois. O jogo é "lançado" em 1977, quando os vigilantes foram proibidos de atuar. O site é esse aqui e dá até pra colocar as suas iniciais ao fim do jogo, no melhor estilo anos 80. As músicas, o estilo, o desenho....o suposto jogo foi feito pela Veidt Enterprise, cujo dono é Ozymandias, ex-vigilante e que tem papel fundamental na trama.


Achei também este site, do "The New Frontiersman", jornal de direita que aparece bastante nos quadrinhos, sendo na leitura diária do Rorschach, seja na luta dos editores para conseguirem uma matéria e colocar pra vender. Tem muito material bom, desde a entrevista sobre os 6 minutos para a meia-noite, anúncios de revista da Veidt Entreprise, a foto dos Minutemen, reposrtagens envolvendo Dr. Manhattan e Ozymandias.....se não soubesse que tudo era fictício, passava batido, de tão real que parece.

O clima nos Estados Unidos era esse, em 1985. Quantas referências você vê aí?

Enfim, se você gostar tanto de Watchmen como eu, dá pra se divertir bastante nesses links aí.

Watchmen Smiley

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Gibis

Depois de um longo tempo sem ler gibis, cá estou eu de volta nesse mundo.
E aqui vai uma pequena lista do que descobri e achei bacana:

- Paul Has a Summer Job (Michel Rabagliati): pelo nome parece uma história idiota. E até metade da história não parece mesmo grande coisa. Mas aos poucos dá pra sacar o caráter humanista. Resumidamente falando, conta a história de Paul, que "foge" da escola, não consegue ser feliz no trampo dele, até que recebe a oferta de participar como monitor de um camping para crianças que vivem na linha da miséria e que sofrem violência e abusos na própria casa.


- The New Adventures of Hitler (Grant Morrison): aventura surreal sobre a vida de Hitler ainda na Inglaterra, vivendo com sua cunhada. A grande empreitada de Hitler é a busca pelo Santo Graal, e nas discussões com sua "família" inglesa é que denota toda a autoridade no Hitler que conhecemos. Destaque para a aparição especial de Morrissey, logo no começo. Bom, só por ser do Morrison já sabe que vale a pena.


- Blankets (Craig Thompson): segue mais ou menos a linha do "Paul Has a Summer Job". Conta a história de vida do próprio Craig, da infância à fase adulta. Dos dramas de criança, do irmão mais novo, dos amores descobertos, da religião sempre presente. São tantos problemas e alegrias que o cara vai passando que é impossível vc não se identificar com alguns deles. Também daqueles quadrinhos que te faz pensar na vida.


- Snoopy: Ser Cachorro é um Trabalho de Tempo Integral (Charles M. Schultz): essa compilação de tiras do Snoopy é de fazer qualquer um se apaixonar por ele. Tem histórias do Woodstock, da família errante do Snoopy, do beisebal de cada dia....uma história melhor que a outra. E algumas com um fundo psicológico muito bom . Destaque para os pesadelos do Woodstock, pra sua mãe adotiva e para o Spike.


Tenho mais outros na lista de espera, mas não poderia deixar de escrever da minha decepção sobre "Maus". Falavam tão bem que achei que seria fantástico. No fim é mais do mesmo, nada de mais. A narrativa é boa, os desenhos são ótimos, mas a história é a mesma que sempre ouvimos por aí, sobre o Holocausto, o sofrimento dos judeus, da ajuda externa.....esperava mais (e fico muito feliz que não sou a única a pensar assim. Valeu Fernando!)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O meme mais legal da galáxia [3]

Diz a lenda que o jogo é assim: "É fácil: Pegue todas as suas referências sobre personagens do mundo e monte um time de futebol. Isso, aplique toda sua experiência de estádio/sofá e imagine todos aqueles caras, mulheres ou wookies mais fudidos e coloque-os para disputar uma peladinha."

Demorou, mas como fui incumbida de fazer parte (ver aqui), tá aqui a resposta.
Antes disso, vale a pena ver esses dois links, que de repente serviram de base a esse joguinho: este é de um vídeo do Monthy Python, com um time de filósofos da Grécia contra os da Alemanha. Como é do Monthy Python, vale demais a pena ver. Esse outro é um pebolim com o time do inferno e do céu. Pra se ter uma idéia, o do céu tem Madre Tereza de Calcutá e o do inferno tem Hitler. Sacada muito boa!

Vamos lá:
Gol: Homem Aranha [nada de truculência e gigantes no gol, o importante é ter flexibilidade e bom humor para aturar possíveis falhas da zaga, além de ajudar a restabelecer o futebol-arte, tão em falta nos dias de hoje]





Zaga: Hulk [aí sim, na zaga tem de ter alguém que imponha respeito e tenha fibra e garra. Ou alguém já viu zagueiro magrelo e sem respeito se dar bem em algum time, mesmo aqueles de várzea? E além disso, antes que alguém reclame, o Hulk é sim ágil quando se precisa, e não um brutamontes imóvel]












Meio-de-campo: Nico (Fugitivos), Capitão América, Kurama (Yu Yu Hakusho), Raito (Death Note) e Victor (Fugitivos) [o meio de campo é onde as jogadas tomam forma, e nada melhor que Kurama e Raito como estrategistas e cabeças pensantes das jogadas, Victor com a ginga latina tornando-se de difícil marcação, Nico e Capitão América como os que colocam em prática as jogadas. Capitão América surge também com o trocadilho e é o capitão do time, alguém pra impor respeito dentro e para o time]



Laterais: Mercúrio e Speedball [sempre achei que os laterais são sub aproveitados e, por tabela, pouco contribuem a um jogo exceto na cobrança de laterais e escanteios. Com Mercúrio e Speedball, a figura muda de caráter e eles assumem a posição de dar agilidade, muita agilidade e maior dinâmica nas jogadas. Além de serem suficientemente arrogantes a ponto de acharem que mandam no time, o que os tornam perfeitos para todo mundo sacar a importância das laterais.]



Ataque: Morte (Sandman) e Kitty Pryde (X-Men) [duas figuras aparentemente sem importância em seus mundos, que ninguém se lembra exceto nas horas decisivas. Não há coisa melhor que fator surpresa no ataque. Além de serem extremamente sarcásticas e irônicas, com o humor que se precisa para enfrentar zagueiros adversários]




Demorei pra escrever isso aqui porque queria desenhar o time, mas a vida ficou meio que corrida demais por aqui...além da preguiça inerente.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Liga Extraordinária


Esses dias tava revirando minhas tralhas aqui, e contei 25 cd’s de gibis. Pra quem não sabe, sou apaixonada por gibis, de qualquer tipo, desde que tenham boas histórias. De mangás a quadrinhos brasileiros. E, também, pra quem não sabe, eu baixo gibis pela net pata guardá-los em formato digital. Talvez eu me esconda por trás do discurso de preservação digital, mas provavelmente seja mais aceitável dizer que sou pirata mesmo e que baixo pelo simples motivo que nunca vou ter grana pra comprar todos os gibis que gosto. Fora que o espaço físico em cd’s é infinitamente menor que os gibis de formato tradicional (tenho em casa uma gaveta de mais ou menos 0,50x0,50x0,30m, cheio de gibis, que as traças às vezes resolvem se alimentar deles).

Seja como for, tenho muito gibi guardado em cd’s, e quando tenho algum tempo sobrando leio eles em casa. Ou quando tinha um projeto travado a ser entregue no dia seguinte. E nessa semana decidi finalmente ler A Liga Extraordinária (The League of Extraordinary Gentlemen, no original), que eu tinha sempre reservado um tempo mas nunca conseguia ler inteiro. Descobri que só tinha o volume 1 baixado, em português, e já baixei o volume 2 (e também o 1, ambos em inglês, a serem lidos mais tarde).

Trata-se de um grupo de outrora heróis da Coroa Inglesa, com seus feitos contados em livros, e que são “recrutados” para resolverem mais um mistério para salvar a Inglaterra. A narrativa se passa na Inglaterra do fim do século XIX, bem na época da partilha e colonização da África pelas nações européias. O que mais me animou a ler não foi a história em si, mas sim a idéia de uso dos personagens, todos retirados de clássicos da literatura inglesa. Eu, infelizmente, não tenho essa cultura de ler clássicos ingleses, e foi esse gibi que me motivou a lê-los. Pra não ficar no devaneio puro, os personagens são:

- Mina Murray, de “Drácula” (Bram Stoker)

- Allan Quatermain, de “As minas do Rei Salomão” (H. Rider Haggard)


- Capitão Nemo, de “Vinte mil léguas submarinas” (Julio Verne)


- Henry Jekill/Edward Hyde, de “O médico e o monstro” (Robert Louis Stevenson)


- Hawley Griffin, de “O Homem invisível” (H. G. Wells)


Na trama, Mina é responsável por recrutar os integrantes do “zoológico” (como acabam denominando o grupo, no início, pelas aberrações que teriam de chamar), junto com a ajuda de Nemo e seu Nautilus, a mando do Serviço de Inteligência britânico. No volume 1, o único que li até agora, seguem-se 3 partes: o recrutamento do pessoal, no qual a gente vai conhecendo a índole de cada um; o conhecimento do caso; e a sua conclusão. Falar assim pode fazer despertar pouco interesse, mas eu, só de saber que a idéia é reunir clássicos da literatura para resolver mistérios, com muita ação e aventura, já teria muita vontade de ler. E, talvez, tenha faltado um fator prinordial para aguçar a curiosidade: tudo foi escrito pelo brilhante Alan Moore, o mesmo de “Watchmen” e “Do inferno”, pra ficar nos melhores. O desenho fica a cargo de Kevin O’Neill e, embora não conhecesse ele, o resultado é fantástico. Desenho limpo, com detalhes fascinantes e planos de enquadramento fora do convencional.

No volume 1 ficam algumas pontas a serem aparadas, principalmente em se tratando da própria personalidade dos personagens, e talvez alguns dos “mistérios” se resolvam no volume 2, como por exemplo o interesse do grupo em saber porque Mina faz parte do grupo, já que aparentemente não tem um passado tão explicitamente controverso ou característico dos demais (embora haja algumas insinuações quanto a sua história no decorrer do volume 1).

Quem já leu os clássicos de onde foram retirados pode ter maior propriedade para falar sobre as caracterizações de cada personagem. Pra mim, ficou bem bacana e super condizente com a época retratada. Resta ler e reparar qual foi a visão de Alan Moore ao escrever as histórias.

E, só pra finalizar, eu não vi o filme baseado nos quadrinhos, de mesmo nome, mas sempre ouvi e li críticas bem ruins, como descaracterização dos personagens e efeitos especiais péssimos. O que me agradou bastante foi que, por razões mercadológicas, um personagem norte-americano foi incluso na Liga: Mark Twain, de “As aventuras de Mark Twain”, para que o público norte-americano tivesse alguma afinidade para ver um filme só com heróis ingleses. Me agradou porque foi uma alteração que pelo menos seguiu a lógica de Moore. De resto, já não me animava muito ver o filme, mas agora sabendo da história, é provável que eu veja só pra ver como ficou.

UPDATE: Não dá pra ficar só na leitura do Volume 1. O Volume 2 é indispensável pra ver como ficam as relações entre o pessoal da Liga. Antes de ler, ou depois, recomendo ir atrás da história sobre a invasão marciana na Terra, por Orson Wells, na década de 1930, e também ir atrás do livro "A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells.