Glauco. 1957 - 2010.
Glauco. 1957 - 2010.






Gol: Homem Aranha [nada de truculência e gigantes no gol, o importante é ter flexibilidade e bom humor para aturar possíveis falhas da zaga, além de ajudar a restabelecer o futebol-arte, tão em falta nos dias de hoje]
Zaga: Hulk [aí sim, na zaga tem de ter alguém que imponha respeito e tenha fibra e garra. Ou alguém já viu zagueiro magrelo e sem respeito se dar bem em algum time, mesmo aqueles de várzea? E além disso, antes que alguém reclame, o Hulk é sim ágil quando se precisa, e não um brutamontes imóvel]
Meio-de-campo: Nico (Fugitivos), Capitão América, Kurama (Yu Yu Hakusho), Raito (Death Note) e Victor (Fugitivos) [o meio de campo é onde as jogadas tomam forma, e nada melhor que Kurama e Raito como estrategistas e cabeças pensantes das jogadas, Victor com a ginga latina tornando-se de difícil marcação, Nico e Capitão América como os que colocam em prática as jogadas. Capitão América surge também com o trocadilho e é o capitão do time, alguém pra impor respeito dentro e para o time]

Laterais: Mercúrio e Speedball [sempre achei que os laterais são sub aproveitados e, por tabela, pouco contribuem a um jogo exceto na cobrança de laterais e escanteios. Com Mercúrio e Speedball, a figura muda de caráter e eles assumem a posição de dar agilidade, muita agilidade e maior dinâmica nas jogadas. Além de serem suficientemente arrogantes a ponto de acharem que mandam no time, o que os tornam perfeitos para todo mundo sacar a importância das laterais.]

Ataque: Morte (Sandman) e Kitty Pryde (X-Men) [duas figuras aparentemente sem importância em seus mundos, que ninguém se lembra exceto nas horas decisivas. Não há coisa melhor que fator surpresa no ataque. Além de serem extremamente sarcásticas e irônicas, com o humor que se precisa para enfrentar zagueiros adversários]
Demorei pra escrever isso aqui porque queria desenhar o time, mas a vida ficou meio que corrida demais por aqui...além da preguiça inerente.

Esses dias tava revirando minhas tralhas aqui, e contei 25 cd’s de gibis. Pra quem não sabe, sou apaixonada por gibis, de qualquer tipo, desde que tenham boas histórias. De mangás a quadrinhos brasileiros. E, também, pra quem não sabe, eu baixo gibis pela net pata guardá-los em formato digital. Talvez eu me esconda por trás do discurso de preservação digital, mas provavelmente seja mais aceitável dizer que sou pirata mesmo e que baixo pelo simples motivo que nunca vou ter grana pra comprar todos os gibis que gosto. Fora que o espaço físico em cd’s é infinitamente menor que os gibis de formato tradicional (tenho em casa uma gaveta de mais ou menos 0,50x0,50x0,30m, cheio de gibis, que as traças às vezes resolvem se alimentar deles).
Seja como for, tenho muito gibi guardado em cd’s, e quando tenho algum tempo sobrando leio eles em casa. Ou quando tinha um projeto travado a ser entregue no dia seguinte. E nessa semana decidi finalmente ler A Liga Extraordinária (The League of Extraordinary Gentlemen, no original), que eu tinha sempre reservado um tempo mas nunca conseguia ler inteiro. Descobri que só tinha o volume 1 baixado, em português, e já baixei o volume 2 (e também o 1, ambos em inglês, a serem lidos mais tarde).
Trata-se de um grupo de outrora heróis da Coroa Inglesa, com seus feitos contados em livros, e que são “recrutados” para resolverem mais um mistério para salvar a Inglaterra. A narrativa se passa na Inglaterra do fim do século XIX, bem na época da partilha e colonização da África pelas nações européias. O que mais me animou a ler não foi a história em si, mas sim a idéia de uso dos personagens, todos retirados de clássicos da literatura inglesa. Eu, infelizmente, não tenho essa cultura de ler clássicos ingleses, e foi esse gibi que me motivou a lê-los. Pra não ficar no devaneio puro, os personagens são:
- Mina Murray, de “Drácula” (Bram Stoker)
- Allan Quatermain, de “As minas do Rei Salomão” (H. Rider Haggard)
- Capitão Nemo, de “Vinte mil léguas submarinas” (Julio Verne)
- Henry Jekill/Edward Hyde, de “O médico e o monstro” (Robert Louis Stevenson)
- Hawley Griffin, de “O Homem invisível” (H. G. Wells)
Na trama, Mina é responsável por recrutar os integrantes do “zoológico” (como acabam denominando o grupo, no início, pelas aberrações que teriam de chamar), junto com a ajuda de Nemo e seu Nautilus, a mando do Serviço de Inteligência britânico. No volume 1, o único que li até agora, seguem-se 3 partes: o recrutamento do pessoal, no qual a gente vai conhecendo a índole de cada um; o conhecimento do caso; e a sua conclusão. Falar assim pode fazer despertar pouco interesse, mas eu, só de saber que a idéia é reunir clássicos da literatura para resolver mistérios, com muita ação e aventura, já teria muita vontade de ler. E, talvez, tenha faltado um fator prinordial para aguçar a curiosidade: tudo foi escrito pelo brilhante Alan Moore, o mesmo de “Watchmen” e “Do inferno”, pra ficar nos melhores. O desenho fica a cargo de Kevin O’Neill e, embora não conhecesse ele, o resultado é fantástico. Desenho limpo, com detalhes fascinantes e planos de enquadramento fora do convencional.
No volume 1 ficam algumas pontas a serem aparadas, principalmente em se tratando da própria personalidade dos personagens, e talvez alguns dos “mistérios” se resolvam no volume 2, como por exemplo o interesse do grupo em saber porque Mina faz parte do grupo, já que aparentemente não tem um passado tão explicitamente controverso ou característico dos demais (embora haja algumas insinuações quanto a sua história no decorrer do volume 1).
Quem já leu os clássicos de onde foram retirados pode ter maior propriedade para falar sobre as caracterizações de cada personagem. Pra mim, ficou bem bacana e super condizente com a época retratada. Resta ler e reparar qual foi a visão de Alan Moore ao escrever as histórias.
E, só pra finalizar, eu não vi o filme baseado nos quadrinhos, de mesmo nome, mas sempre ouvi e li críticas bem ruins, como descaracterização dos personagens e efeitos especiais péssimos. O que me agradou bastante foi que, por razões mercadológicas, um personagem norte-americano foi incluso na Liga: Mark Twain, de “As aventuras de Mark Twain”, para que o público norte-americano tivesse alguma afinidade para ver um filme só com heróis ingleses. Me agradou porque foi uma alteração que pelo menos seguiu a lógica de Moore. De resto, já não me animava muito ver o filme, mas agora sabendo da história, é provável que eu veja só pra ver como ficou.
UPDATE: Não dá pra ficar só na leitura do Volume 1. O Volume 2 é indispensável pra ver como ficam as relações entre o pessoal da Liga. Antes de ler, ou depois, recomendo ir atrás da história sobre a invasão marciana na Terra, por Orson Wells, na década de 1930, e também ir atrás do livro "A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells.