Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Two of us*


*título roubado na cara dura do site de um amigão meu. E o texto veio de lá também, que por tabela também foi copiado desse lugar.


Por trás dos cabelos longos e bigode, ele está olhando para baixo, observando algo fixamente. É surpreendido pela chegada do companheiro, que possui cabelos ainda mais longos que quase escondem os óculos de aro fino.

O recém-chegado senta-se ao lado do amigo, olhando para baixo e apertando os olhos devido à miopia. Após alguns segundos, pergunta:

– Ele já entrou no palco?

– Já. Está tocando há alguns minutos – responde o amigo.

– Onde é?

– No Brasil. Em São Paulo, acho.

– Está cheio?

– Muito.

O de óculos permanece em silêncio alguns segundos, tentando captar o som que vem de baixo, de longe.

– O que ele está tocando agora? Jet?

– Acho que sim, não dá para ouvir direito por causa da gritaria. Mas acho que é sim.

– Eu gosto desta música.

– Ele está falando com a platéia, mas não consigo entender nada.

– Acho que é português. Não dá para ouvir direito, o público não deixa.

– Com a gente era assim, também. Lembra no Japão? Ninguém ouvia nada.

– Olhe! All My Loving!

Ambos começam a bater as mãos no joelho, de forma quase inconsciente, acompanhando o ritmo da música. “I’ll pretend that I’m kissing…”, o de bigode canta baixinho.

– George! Você ainda se lembra da letra!

– Tem como esquecer? Aposto que você se lembra também.

– Eu me lembro de todas. Todas as músicas. Todos os versos.

– Ele está afinado ainda, não?

– Ele sempre cantou muito bem. Desde menino, ele sempre cantou muito.

Ficam em silêncio mais um pouco, olhando para baixo atentamente.

– Qual é agora? Drive my Car? A platéia esta fazendo barulho demais.

– Drive my Car. Essa é quase toda dele, sabia? Eu apenas ajudei em uns trechos.

– Está no Rubber Soul, né?

– Acho que sim. Sim.

– A platéia está cantando a música inteira.

– Como eles sabem a letra? Eles não eram nem nascidos quando lançamos isso.

– Não sei… Mas eles estão cantando a música inteira, John. Dá para ver daqui.

Permanecem em silêncio por mais algum tempo. O de óculos, mesmo sem perceber, balança a cabeça para os lados discretamente, ao som da música.

– Ele foi para o piano.

– Eu nunca entendi como ele sabia tocar tantos instrumentos. Isso não é normal.

That leads to your door
Will never disappear

– Qual ele está tocando agora? The Long and Winding Road?

– Sim. Veja! As pessoas estão chorando!

Afastando os cabelos do rosto, o míope aperta ainda mais os olhos, vasculhando a multidão.

– Não gosto dessa música – ele diz, mais para si mesmo que para o amigo.

– É linda. Ninguém conseguia fazer baladas como ele.

– Mas não gosto. Nós mal nos falávamos na época.

– Acontece. Acontece com todo mundo, por que não iria acontecer com a gente?

– Verdade.

– Ele está tocando as nossas, olhe. Antes foi And I Love Her. Agora é Blackbird.

– Eu não acredito que as pessoas ainda cantam junto, depois de tantos anos… A letra não está aparecendo no telão? – pergunta o de óculos, abaixando-se ainda mais e tentando ver o palco.

– Não, elas sabem mesmo. Dá para perceber daqui.

– Ele disse meu nome?

– Sim. Você sabe qual ele vai tocar. Ele escreveu para você.

I still remember how it was before,
and I’m holding back the tears no more…

– Você está legal, John?

– Eu e ele perdemos muito tempo. Hoje eu sei disso.

– Eu sei.

– Sabe, George… Se nós soubéssemos que eu teria tão pouco tempo, talvez tivéssemos nos comportado de outra maneira.

– Talvez não. Vocês sempre foram melhores amigos. Ele sabia disso. Ele faz questão de cantar essa, todo show. E ele sabe que você está vendo. Ele não canta para a platéia, ele canta para você. É a forma que ele encontra de matar a saudade um pouco.

– Será?

– Sim. Eu senti muito sua falta antes de nos reencontramos. Olhe as pessoas lá embaixo, estão soluçando. Todos sentem sua falta.

– Eu sinto muito a falta dele. Eu sinto muita saudade da gente. Especialmente do começo. Lembra da Alemanha?

– A gente ainda era menino… Tudo era o máximo, tudo era novidade. Nós éramos novidade.

– Nós ainda somos novidade. Olhe, essa é sua!

You’re asking me, my love will grow?
I don’t know, I don’t know

– Eu me lembro de quando escrevi. Era difícil escrever algo com vocês ali.

– Essa música é linda.

– Olhe! No telão! Ele colocou uma foto minha!

– A gente gostava demais de você. Você era mais novo, víamos você como uma espécie de caçula.

– Eu sei – concorda o de bigode, rindo alto.

Esperam em silêncio a plateia aplaudir. Ao final da música, ambos estão visivelmente emocionados, cada qual com suas lembranças. Os acordes de uma nova canção parecem despertá-los.

– Eu gosto dessa!

– Essa é dele, não é nossa.

– Band on the Run? Mas poderia ser nossa.

– Se dependesse de mim, seria.

– Ah, sim. De todos nós, você sempre foi o mais roqueiro, essa música é a sua cara.

– Ele fez muita coisa boa, né?

– Sim.

Enquanto o de óculos bate os dedos no joelho, o de bigode, sentado de pernas cruzadas transforma sua própria coxa no braço de uma guitarra imaginária. Ambos parecem distantes, talvez pensando não no que foi, mas no que poderia ter sido.

I read the news today oh boy
About a lucky man who made the grade

Enquanto o de bigode tamborila os dedos no ritmo, seu amigo remove os óculos rapidamente. Está chorando.

– Você sempre chora nessa.

– Foi uma das últimas que escrevemos juntos. Mesmo separados. Metade é minha, metade é dele. É estranho, hoje, vê-lo cantando minha parte, e eu aqui.

– Ele não está cantando sozinho.

– Como não?

– Olhe o estádio. É uma voz só, uma voz de sessenta mil pessoas.

– O que são aquelas coisas brancas? Balões de gás?

– Sim.

– Como isso fica bonito, vendo daqui de cima.

– Espere… Give peace a chance? Isso não era da música, certo?

– Não.

– Isso é seu!

– Sim.

– O estádio inteiro está cantando! Olhe os balões de gás! As pessoas estão chorando, se abraçando.

O de óculos resmunga um palavrão, sorrindo. Seus óculos estão embaçados, molhados de saudade.

– Let it be. Essa não poderia faltar.

– Eu não me conformo com isso, com as pessoas ainda saberem as letras inteiras.

But in this ever changing world
in which we live in

– Eu gosto dessa também.

– Uau! Você viu aquilo, John? São fogos?

– Ficou demais, né?

– Nós não tínhamos isso no nosso tempo.

– Nós não precisávamos.

– Mas ele também não precisa. Mesmo assim, ficou lindo.

– O que as pessoas estão cantando, agora? Hey Jude?

– Sim… Estão abraçados, cantando junto com ele.

– É engraçado, George… Eu sei que nós éramos bons… Mas acho que nunca entendi a importância que temos na vida das pessoas, até pouco tempo atrás. Quando eu assisto aos shows dele, e vejo as pessoas cantando junto, chorando… Mexe demais comigo.

– Nós éramos bons, John. Você sabe disso.

– Aparentemente, ainda somos. As pessoas ainda…

– Ainda o quê?

– Sabe, eu estava errado.

– Oi?

– Quando eu disse que o sonho acabou. Eu estava errado.

– Nós três sempre soubemos disso, que você estava errado. Você sempre falou demais. Lembra aquela confusão de sermos maiores que Deus?

– Sim… Mas o sonho… O sonho não acabou nunca. Eu errei.

– John?

– Sim?

– O sonho nunca vai acabar. Não enquanto as pessoas se lembrarem. E elas vão se lembrar para sempre.

Sorrindo, John Lennon levanta-se e oferece a mão a George Harrison.

– Você está com sua guitarra?

– Eu sempre estou com minha guitarra, você sabe.

– Vamos tocar um pouco?

– Qual?

– Qualquer uma. Deu saudade.

Milhões de quilômetros abaixo, Paul McCartney, emocionado, agradece à platéia.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O melhor show da vida

E Paul veio e foi.

Não chorei só na Let'em In. Chorei em todas as músicas. Copiosamente na Something e na Here Today, as duas que ele dedicou aos beatles mortos.

Nas demais, fiquei agradecendo internamente por estar ouvindo as músicas. Por ter tido a honra de estar lá.

O show foi o melhor da vida por diversos motivos:

1. Teve uma puta energia boa. Sem brigas, sem desavenças. Todos na mesma sintonia.
2. Teve as músicas que mais queria ouvir ao vivo.
3. Teve amizades instantâneas que me valeram muito.
4. Teve a alegria dos meus irmãos, felizes demais de estarem lá.
5. Teve choro bom, desses que lavam a alma.

E não me importo se é "só" um ex-beatle, se não eram os Beatles de verdade, se Paul está velho. Era o Paul, e isso me bastava profundamente. Eu fui pra ver ele, fui pra ouvir as versões dele das músicas dos Beatles, fui pra ouvir as músicas que ele fez nos Wings. Fui por ele, não pelos Beatles.

E estou extremamente feliz e radiante com isso.

Porque mudou meu humor. Me fez lavar a alma, de verdade.
Porque me retomou a crença em muitas coisas.
Acho que era exatamente isso que eu precisava na minha vida.

Obrigada, Paul. De coração.

ps.: Eu já fui a muitos shows nesta vida. De todo tipo de música. Todos de ídolos, de artistas que me balizam a vida. O show do Paul foi, de longe, o mais intenso.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Let'em in

Acho que vou chorar quando ouvir esta música em especial, no próximo dia 20, ao vivo.

As músicas pós-Beatles do Sir Paul me surpreendem sempre, mesmo eu conhecendo 90% das músicas.

Não tenho um beatle favorito, não consigo gostar mais de um do que de outro. Gosto do grupo como um todo, sem fanatismo, sem diferenças. Sabendo que cada um fez sua parte para contribuir no todo.

E numa fase que tô bem descrente em muita coisa, acho que uma música que diz que se deixem entrar as pessoas queridas, que elas procurem um lugar de confraternização e de amizade, uma música que diz da reunião de tanta gente diferente e igual ao mesmo tempo, [interpretação livre da música pela minha pessoa], vem a calhar.

E lembrando da conversa do almoço de hoje com a chefe, como é bom às vezes a gente perder o travamento a coisas simples e confiar um pouco mais nas pessoas, sem esperar nada de volta. mas, também, como é bom ter um olhar desconfiado acerca de tudo, até sentir que a energia é a mesma. Que a sincronia existe. Daí a desconfiança desaparece.


Enfim, a música e a letra.
Let'em in!



Someone's knockin at the door
Somebody's ringin' the bell
Someone's knockin at the door
Somebody's ringin' the bell
Do me a favor
Open the door and let'em in.

Someone's knockin at the door
Somebody's ringin' the bell
Someone's knockin at the door
Somebody's ringin' the bell
Do me a favor
Open the door and let'em in.

Sister Suzie
Brother John
Martin Luther
Phil and Don
Brother Michael
Auntie Gin
Open the door and let'em in.

Sister Suzie
Brother John
Martin Luther
Phil and Don
Uncle Ernie
Auntie Gin
Open The Door
And Let 'Em In

Someone's knockin at the door
Somebody's ringin' the bell
Someone's knockin at the door
Somebody's ringin' the bell
Do me a favor
Open the door and let'em in.

Sister Suzie
Brother John
Martin Luther
Phil and Don
Uncle Ernie
Uncle Ian
Open The Door
And Let 'Em In

Someone's knockin at the door
Somebody's ringin' the bell
Someone's knockin at the door
Somebody's ringin' the bell
Do me a favor
Open the door and let'em in.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Resumo dos últimos pensamentos

- E parece que agora Paul McCartney vem mesmo pro Brasil, pela terceira vez. Notícia recebida ontem através de um tweet da minha irmã, e também hoje no almoço, por dois amigos das antigas. Se confirmar mesmo, mal vejo a hora! Se ele tocar mesmo Let'Em In, posso morrer no dia seguinte bem feliz!

- Genericamente falando, não suporto The Police. Acho que não suporto, na verdade, o Sting. Mas tenho de tirar o chapéu pra Synchronicity [do vídeo abaixo], tanto a parte 1 quanto a 2. Mesmo que esteja no mesmo álbum de uma das músicas mais insuportáveis do rock. Synchronicity é incrível. Sempre me faz sentir melhor. Principalmente em dias tensos como hoje.





- A próxima viagem que farei vai ser pra Chapada dos Veadeiros. Ando pirando nas formas de se ir, na economia de dinheiro e na paisagem linda de lá, que só conheço pela net mesmo. Acho que vai ser pra recarregar um pouco da energia. Pra ver mais sentido na vida. Pra perceber que eu sou só mais uma, mesmo, nesse mundo, e que isso deve soar extremamente normal a qualquer um.

- E, por último, mas não menos importante [aliás, a coisa que mais tem me atormentado nesses dias], candidatos definidos a serem votados no dia 3 de outubro! Finalmente! Parece que só depois de entrar na máquina pública eu saquei os ônus e bônus de se apoiar cada candidato e cada política seguida. Porque, por detrás das cortinas, a vida é radicalmente outra. Sem democracia, sem consensos, sem debates. Muitos acordos e muita politicagem. Pro bem e pro mal.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Música e instrumentos

A conversa hoje no escritório começou quando comentei que sabia tocar uma parte da ópera O Guarani na gaita. Estendeu-se sobre como cada um dos arquitetos do escritório tinham começado e terminado no ramo musical.

Quando estávamos comentando sobre ler partituras, saber acordes e tudo mais, me lembrei que uma vez, a uns 10 anos atrás - no colegial, eu aprendi a tocar bateria na escola.

Não era uma aula exatamente boa, a maioria tava lá porque ou era música ou era teatro. E logo no primeiro ano, poucos queriam se expor tanto na área cênica. Sobrou uns desajustados na aula de música.

E logo na segunda semana, tínhamos de montar um grupo musical.

Minha turma tinha de tudo - punkers, rockers, baladeiros e os nem aí. No fim formei grupo com mais três meninas, que tinham os mais variados gostos musicais. Não combinávamos em nada, mas eram as pessoas da ala feminina que iam embora com o nosso grupo de dez pessoas, todo dia, da escola ao metrô. Os outros membros ou já tinham formado grupos distintos, ou faziam parte das cênicas.

Logo na terceira semana, tínhamos de decidir o que cada um ia tocar. Não foi uma tarefa fácil, porque passava por comentários como "falta de coordenação, não gostar de música, só sei tocar violão", e por aí vai. Uma delas, a que sabia violão, ficou com a guitarra. Outra acabou ficando no vocal por ter a melhor voz de nós quatro. A outra ficou com o baixo, não me lembro exatamente por qual motivo, provavelmente pra fugir da bateria. Ninguém queria a bateria e eu, teimosa e um tanto determinada a desafios (embora, naquele estado, tudo era desafio), acabei ficando com a bateria.

A primeira parte das aulas eram tediosas, teoria e mais teoria, quando queríamos mesmo era fazer barulho, seja ele qual fosse. Os das cordas ficavam numa sala separada dos da bateria. As aulas de bateria eram super divertidas.

Eu não tocava bem, acho que nunca toquei bem, mas ficava feliz de ganhar coordenação e saber acompanhar a música.

No meio do semestre, tínhamos de apresentar uma música conhecida aos demais. Naquela época, o Acústico dos Titãs tava fazendo muito sucesso (uma época em que não tínhamos as facilidades da internet, para conhecer coisas melhores). Lembro que umas três "bandas" escolheram Titãs. A nossa escolhida foi "Flores". Até hoje sei perfeitamente as batidas da bateria, que não são nada grandiosas.

Uma grande ironia...nós que não éramos feministas nem nada (e acho que nem somos, ainda hoje - apesar do grande aprendizado que o último concurso que participei me proporcionou, em termos de feminismo) montamos não só a única banda feminina como ainda escolhemos uma música de nome "meigo".

Lembro que a apresentação foi muito boa, visto que nenhuma de nós sabíamos nada a não ser o que aprendíamos nas aulas (os demais, a maioria, já tinha tido aula de alguma coisa na infância). E lembro também, que no fim, tivemos de fazer uma música própria e tocar. Essa, se bem me lembro, foi um desastre generalizado, de todos. Não lembro a música, muito menos a letra, mas sei que foi divertido, de qualquer forma.

No fim, essas aulas serviram pra me aproximar mais de quem tinha um gosto parecido com o meu (que, na época, não era nada refinado quanto o de hoje), e me fez também tirar sarro de muitos outros.

E sei, também, que toda vez que nos lembramos disso, damos boas risadas. No fim, representou o começo da vida pra muitos de nós. Pelo menos pra mim, foi o início de uma grande mudança.

[Não imaginam como foi divertido relembrar e escrever tudo isso...dei muita risada de todo o contexto. Bom 1998...como seriam bons o 1999 e o 2000...)

domingo, 29 de agosto de 2010

Volver a los 17

[Vitrola de volta pra casa, funcionando perfeitamente! Geraes tocando. E aqui, a melhor música do álbum, na voz da compositora Violeta Parra. No álbum, versão magnífica de Milton Nascimento e Mercedes Sosa.]



Volver a los diecisiete después de vivir un siglo

Es como descifrar signos sin ser sabio competente,
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros,
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

De par en par la ventana se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto como una tibia mañana
Al son de su bella diana hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín al cielo le puso aretes
Mis años en diecisiete los convirtió el querubín.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Brinquedo novo!

Ah, foda-se a crise!
Porque agora eu tenho uma vitrola!
Em ótimo estado E funcionando!

Pra começo de nova vida, Love!

Deu trampo, meus braços tão moídos. Imagina trazer isso mais a caixa de som de Embu pra SP, em ônibus público. Ainda bem que duas amigas de Embu me ajudaram por lá e o motorista do ônibus ajudou por aqui. Chegou sã e salva!

Muito feliz!

domingo, 16 de maio de 2010

Balanço da Virada

- Ou eu estou mais chata ou o público da virada tem ficado cada vez mais insuportável. Muitos sem-noção lotando os shows...ver os de rock na São João ficou quase impossível. Por causa deles, foi impossível curtir as bandas do Zappa e da Janis.

- Living Colour fez, de longe, o pior show que já vi em viradas.

- ABBA e os remanscentes do Buena Vista fizeram os melhores shows que vi nesse ano.

- Titãs tem feito shows cada vez mais burocráticos e previsíveis.

- Booker T mandou bem demais! O lugar de onde eu assisti também ajudou bastante.

- Descobri que aguento tomar cerveja e ver shows e aproveitar tudo ao mesmo tempo.

- A virada me fez encontrar pessoas queridas que nem sabia que vinham, me fez ter certeza de que para outros amigos dá pra se encontrar só ligando de última hora, e me fez ver que não encontro outros amigos de jeito nenhum, nem ligando 200 vezes durante a virada.

No fim, tudo foi muito bom! Só resta o corpo se recuperar...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Music Philosophy

Mais aqui.

sábado, 1 de maio de 2010

Moby Grape

Moby Grape tá na minha lista das 10 melhores bandas de rock do mundo [só pra dar um panorama mais geral, as outras nove são (entre cantores e bandas): Jefferson Airplane, The Beatles, Cream, The Byrds, The Who, Cat Stevens, Deep Purple, Bob Dylan, Pink Floyd - sem nenhuma ordem. Ouço qualquer álbum desses caras em qualquer hora do dia e isso me traz um ótimo humor!].

Enfim, Moby Grape surgiu como uma dissidência do Jefferson Airplane, já que os dois criadores da banda - Alex "Skip" Spence e Matthew Katz - eram baterista e gerente, respectivamente. Skip nunca foi baterista, e tocava o que dava pro gasto no Airplane. Na nova banda, assumiu seu papel de guitarrista e de compositor. Não vou tentar escrever tudo da banda (que é muita coisa), considerem ler aqui (fonte não confiável, mas o escrito sobre a banda tá muito bem feito!). Em resumo, é uma banda que poderia ser uma das mais lembradas atualmente, mas devido a péssimo gerenciamento, tudo se perdeu. De grana a reconhecimento. O Airplane tava muito certo de demitir Katz, fato bem contestado na época.

Tudo isso só pra postar um vídeo deles, de 1967. De duas das melhores músicas que considero deles. Especialmente "Sitting by the window", cuja melodia é bem diferente do psicodélico em voga naquela época, e que lhes caía tão bem.



Só porque deu vontade de falar de música por aqui....

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Virada Cultural 2010

Já me adiantando, aqui vai minha programação pra Virada desse ano!

18h - Barbarito Torres e Ignacio Mazacote - Pça. Julio Prestes
20h - Grand Mothers – Re:invented - Av. São João
22h - Big Brother & the Holding Co. - Av. São João
23h - Booker T - Ladeira São João
01h - The Temptations - Ladeira São João
03:30h - Carnavelhas: Tributo a Adoniran Barbosa - Av. São João
05h - Double You - Vieira de Carvalho
07h - vago [hora de descansar um pouco em casa!]
09h - Nito Mestre - Ladeira São João
11h - Jerry Adriani - Vieira de Carvalho [mesmo correndo o risco dele cantar algumas do Legião...se for assim, vou ouvir o Piano na Praça!]
12h - Toquinho - Pça. Julio Prestes
13h - Encontro de bandolins - Estação da Luz
15h - ABBA: the Show - Pça. Julio Prestes
16h - OSESP - Estação da Luz
18h - Cantoria – Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo - Pça. Julio Prestes

O final ficou bem concentrado na Cracolândia [e bem corrido também], o que é bom por evitar muito deslocamento. E também é bom porque os bares de lá são bem baratinhos.

O triste é que o Theatro Municipal ficou de fora...vi shows muito bons lá. Apesar da fila sempre muito grande, era um lugar meio que sagrado. A primeira vez que entrei lá foi na Virada de 2005, pra ouvir Francis Hime.

Mas, o melhor é que minha casa agora é bem perto de tudo!

domingo, 25 de abril de 2010

Samba

Acho que muita gente já ouviu que São Paulo é o túmulo do samba. Frase esta cunhada por Vinícius de Morais e repetida na "Sampa", de Caetano Veloso.

Bom, não foi isso que vi nesse fim de semana aqui na capital. Apesar de gostar mais de rock do que de outras vertentes musicais, sempre abro espaço pra música de qualidade. E, por isso mesmo, fiquei um bom tempo no sábado na ladeira São Bento vendo o povo sambando ao som de um grupo musical.

Nesse domingo, repeteco de samba. Domingo no parque Ibirapuera, de manhãzinha, show em homenagem aos 100 anos de Adoniran Barbosa, que foi acompanhado por um bom tempo pelos Demônios da Garoa, que existe desde 1943, o mais antigo grupo vocal do mundo. E estavam lá tanto os Demônios quanto Roger (do Ultraje a Rigor), Vania Bastos, Língua de Trapo.

[update: foto tirada daqui]

E, pra surpresa geral, o "Arnesto" foi convidado e também apareceu! "Arnesto" (cujo nome verdadeiro é Ernesto, claro) é o cara imortalizado no "Samba do Arnesto", amigo de Adoniran desde os tempos que morava no Brás. Aos 95 anos, se mostrou muito lúcido, relembrou a passagem da vida que deu origem ao samba e chorou ao receber inúmeros aplausos. Confesso que, quando anunciaram o nome dele, escorreram algumas lágrimas do meu rosto...

Não sei qual a repercussão de Demônios da Garoa fora da capital, mas tô pra ver algo mais paulistano que eles. A prova de que, se São Paulo é o túmulo do samba, eles são os melhores coveiros que existem.

Enfim, show muito bom, muitas músicas boas, homenagem muito bem feita. Um domingo no parque muito agradável e de lavar a alma.

domingo, 29 de novembro de 2009

Ride, Sally, ride!

O domingo prometia chuva, mas não choveu tanto quanto eu imaginava. Garoou um pouco, abriu um sol de lascar, mas até umas 17h, nada de chuva. O que era bom, porque eu tava a caminho do Parque da Independência ver uma das lendas do blues e uma das divas do jazz.

Sempre fui uma grande estusiasta de shows de qualidade ao ar livre e gratuito. E nem é tanto pelo lance econômico da coisa toda, mas sim pela democratização da cultura e pelo livre acesso a todos. Comparando os shows pagos com os gratuitos, percebo (em todos os shows que já fui) que há pessoas muito mais comprometidas com a música que tá tocando nos gratuitos do que nos pagos. O que é, de certa forma, incrível. Mas não vou me deter neste ponto.

Chegando lá no Parque, um bocado de gente pronta a assistir a primeira atração, Dianne Reeves. Voz firme, banda impecável. Muita gente se emocionando, muita gente surpresa por não ter conhecido essa voz antes (eu inclusa). Músicas lindas, com toques africanos misturados com a elegância do jazz. Falou com o público, agradeceu inúmeras vezes, pediu para cantarmos as mais conhecidas. Som recomendadíssimo, desde já.

Dianne Reeves

Logo em seguida, às 17:20, começa o show do Buddy Guy. O cara que foi considerado, por Jeff Beck, Eric Clapton, Jimi Hendrix, dentre outros, um dos melhores guitarristas já existentes. Levando isso em consideração, imaginava um cara extremamente virtuoso. E de fato, ele é, mas sem a chatice que podemos imaginar. Tocou a guitarra de costas, com a barriga, com a baqueta roubada do baterista, com os dentes, mas sempre demonstrando muita alegria e levando tudo na brincadeira. Saiu do palco, chegou a 50 metros de onde eu tava na platéia, acompanhando a banda e tocando, com a ajuda de um fio gigante ligado na guitarra. Falou com amor da cidade de São Paulo, arriscou um obrigado em português (o que sempre leva a multidão brasileira ao delírio) e tocou de maneira magnífica.

Buddy Guy

Ah, sim. A chuva resolveu aparecer bem no começo do show do Buddy Guy. E uma chuva torrencial, que durou as primeiras quatro músicas. Mas que só serviu para lavar ainda mais a alma do povo que tava lá, se encharcando e curtindo um dos melhores sons que já ouvi ao vivo. E, apesar de estar com meu guarda-chuva na bolsa, fiz questão de esquecer ele lá e me divertir na chuva.

Se bem me lembro, não tinha ido a nenhum show esse ano. E esse nem foi tão comentado pela mídia, já que foi ofuscado pela avalanche de shows de grupos mais famosos nesse fim de ano. Mas nem por isso o público foi menor. Quando estava saindo de lá, ao chegar no ponto mais alto do Parque, a quantidade era tanta que fiquei bem surpresa de ter tanta gente conhecedora de música boa e que foi lá não porque o show era gratuito, mas sim pela qualidade. Porque era tanta gente comentando de tal música, de tal baixista, que pareciam íntimos dos ícones a muito tempo.

Só de ouvir todo mundo (sem exceção) cantando "Hoochie Coochie Man" e "Mustang Sally", já dava a sensação de que eu estava mesmo em casa.

Foi o show pra fechar bem o fim de semana tranquilo e sem álcool (depois de uma pequena reflexão e também de algumas "broncas"). Foi o show pra fechar bem o ano, já que desisti de ir ao dos Beach Boys. Foi o show que valeu a pena ter ido sozinha e me deparar com tanta gente igual a mim. A muito tempo isso não acontecia....e como foi bom!

PS.: tinha ido, sim, a mais shows este ano. Do Beto Guedes, do Kraftwerk e do Radiohead.

sábado, 7 de novembro de 2009

O bom e velho rock'n'roll

Esses dias, vasculhando a casa dos meus pais para levar mais tralhas pra minha casa, achei alguns artigos sobre música que há tempos deixei esquecido em algum canto. Como por exemplo os cartazes psicodélicos das bandas dos anos 60, que um amigo meu de Porto Alegre me mandou em 2004; o livro sobre Jefferson Airplane, escrito por Jeff Tamarkin - enviado diretamente dos EUA por um amigo virtual; o CD "The Notorious Byrd Brothers", dos Byrds, original e também importado dos EUA por um outro amigo virtual; um par de autógrafos do Jorma Kaukonen e do Jack Casady, que pedi a outro amigo me enviar da Califórnia pra cá; e os vários CDs de shows do Bob Dylan, cortesia de um amigo mineiro que agora tá lá na Europa, acompanhando o ídolo de perto. Tudo isso tá bem guardado lá em casa.

E lembrei do quanto eu ouvia e gostava de falar sobre música, sobre rock clássico, e do quanto ouvia bandas dessa época. Mas não bandas conhecidas. Passava longe de Led Zeppelin, Deep Purple e Rolling Stones [o que nunca significou que não gosto deles]. Preferia, e ainda prefiro, o rock dos anos 60, pendendo pro psicodélico e pro folk: Moby Grape, Grateful Dead, Jefferson Airplane [a melhor banda de rock, na minha modesta opinião], The Byrds [a segunda melhor - Beatles é "hours concours"], Buffalo Springfield, Hot Tuna etc etc. Dessas bandas conhecidas, preferia ouvir álbuns bem específicos, como o terceiro do Deep Purple (quando o vocalista era o Rod Evans), o "Their Satanic Majesties Request" dos Stones, "Revolver " e "Rubber Soul" dos meninos de Liverpool (que são, de longe, os meus preferidos deles).


Jefferson Airplane - Woodstock - 1969



The Byrds - em alguma emissora de TV - 1966


Hoje em dia tenho ouvido algumas coisas mais atuais - Arcade Fire, Kaiser Chiefs e Arctic Monkeys, pelo menos por enquanto. Meu ouvido ficou menos exigente e mais passível de mudanças, embora eu me emocione, mesmo, toda vez que ouço "I wasn't born to follow". O que não acontece com músicas atuais.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Turn! Turn! Turn!

"To everything - turn, turn, turn
There is a season - turn, turn, turn
And a time for every purpose under heaven

A time to be born, a time to die
A time to plant, a time to reap
A time to kill, a time to heal
A time to laugh, a time to weep

To everything - turn, turn, turn
There is a season - turn, turn, turn
And a time for every purpose under heaven

A time to build up, a time to break down
A time to dance, a time to mourn
A time to cast away stones
A time to gather stones together

To everything - turn, turn, turn
There is a season - turn, turn, turn
And a time for every purpose under heaven

A time of war, a time of peace
A time of love, a time of hate
A time you may embrace
A time to refrain from embracing

To everything - turn, turn, turn
There is a season - turn, turn, turn
And a time for every purpose under heaven

A time to gain, a time to lose
A time to rend, a time to sew
A time to love, a time to hate
A time of peace, I swear it's not too late!"


[A música acima foi baseada integralmente no livro do Eclesiastes - antigo testamento da Bíblia -, arranjada pela primeira vez por Pete Seeger, em 1959. A versão mais famosa, no entanto, é dos Byrds, rearranjada em 1965, fazendo parte do segundo álbum da banda. É a versão deles que aparece no filme Forrest Gump e no seriado Anos Incríveis.]

Pra aliviar um pouco a tensão no dia que recebi duas notícias igualmente tristes e pesadas, é a música que mais me lembrei para me mostrar os dois lados da vida, em vários aspectos. E na continuidade de tudo, apesar das inúmeras dificuldades.


p.s.: Abraço forte, mãe. Como o primeiro.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Autobahn

Muito recompensador voltar do trabalho numa sexta-feira ouvindo Autobahn (Kraftwerk) enquanto o ônibus trafega num pedaço da BR 116.

Primeira semana de muitas alegrias e emoções no trampo e na vida. O equilíbrio permanece na vida, coisas muito boas com coisas muito ruins ao mesmo tempo. Mas, mesmo assim, não reclamo dessa vida não, que finalmente tá tomando um rumo bom, apesar de tudo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Música de fundo

[Testando um trequinho aqui. Se der certo, fica como dica a quem por ventura passa por aqui.]

Tem um site chamado blip.fm. Nele vc procura as músicas que vc gosta e faz uma rádio instantânea. Tá, isso já existe por aí. A diferença é que aqui é tudo de graça e tem bandas que não acho em outros lugares, como The Byrds e Jefferson Airplane.

E o mais legal, dá pra colocar qualquer música aqui no blog! Só apertar o "play" aí embaixo pra ouvir a música, sem fazer download e sem fazer registro. Só ouvir.

Em breve as postagens daqui terão fundo musical, que vc escolhe se quer ouvir ou não, hahaha!

E, de início, "Today", do Jefferson Airplane.
[É justo dizer que achei neste blog fantástico, mais especificamente neste post.]

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Virada que vou perder

É, esse ano não vai dar. Fui em todas que teve até agora, mas a Virada Cultural desse ano eu perco. Por um bom motivo, mas mesmo assim, vai fazer falta.

Se eu fosse, daria prioridade a isso aqui (como se eu tivesse muita influência....):

18:10 - Jon Lord (Av. São João)
19:00 - Tutti Frutti (Praça da República)
20:30 - Farufyno (Av. Rio Branco)
21:00 - Geraldo Azevedo (Av. São João)
00:00 - Camisa de Vênus (Praça da República)
02:10 - Velhas Virgens (Praça da República)
03:00 - Tim Maia (Av. São João)
06:00 - Violeta de Outono (Teatro Municipal)
12:00 - Nação Zumbi (Praça da República)
15:00 - Novos Baianos (Av. São João)
15:50 - Sitar Hendrix (Praça da República)
17:20 - Ike Willis (Praça da República)
18:00 - Beto Guedes (Teatro Municipal)

Ficadica!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Shows brasileiros

Já que eu não comentei muito do show do Beto Guedes, tava vendo como postar aqui, e relembrando todos os brazucas que já vi em show. Ou a maioria, a memória não funciona tão bem assim.

Vamos lá:

- Chico Buarque: visto em 1999, na turnê "As cidades" e em 2006, na turnê "Carioca". Pra quem não conhece, o show é chato. Chico fica lá, sentado no banquinho cantando e tocando violão. Pra quem é fã, ir num show dele lava a alma. Músicas de décadas atrás misturada com músicas novas, músicos competentes, platéia apaixonada. De longe, um dos melhores shows que fui. E que iria de novo e de novo.


- Caetano Veloso: visto em....2004, na festa de 450 anos da cidade de São Paulo. O lugar foi muito mais legal que o show: esquina da Ipiranga com a São João. Até metade do show tava bom demais, muitos clássicos. Mas daí ele calhou de chamar o Rapin Hood e a coisa desandou. A única boa foi "Haiti", como não poderia deixar de ser.


- Rita Lee: também em 2004, no Avon Women in Concert - Parque do Ibirapuera. Acompanhada de orquestra sinfônica e tudo. Gosto muito da fase antiga da Rita Lee, e ela cantou várias da fase Mutantes. Algumas bem mais novas na época e algumas da fase Tutti Frutti também. Me lembro que gostei bastante do show, talvez por causa do público muito bom que estava lá, acompanhando e cantando junto.


- Doces Bárbaros (Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethania): isso foi em 2002, também no Parque Ibirapuera. Pra variar, e como não poderia deixar de ser, músicas da década de 70, quando eles se reuniram pela primeira vez sob a mesma alcunha. E, entremeada, músicas das carreiras solo de cada um. Por isso, o show durou absurdamente 3 horas, cujo final foi marcado por uma chuva torrencial repleta de raios. Mas foi bom demais!



- Lô Borges: o ano eu não vou lembrar, deve ter sido em 2003, no shopping Boa Vista, Santo Amaro. Nunca vi maiores repercussões desse show na net, nem mesmo agora. Mas era ele, com a rickenbacker e tudo, cantando quase tudo que pedíamos. Por não ser tão famoso e pelo lugar extremamente afastado, foi o show mais intimista que fui. Fãs dedicados que adoravam cantar junto. Foi meu primeiro contato espontâneo com o Clube da Esquina, show pra marcar na memória e no coração pra sempre.


- O Terço: Sergio Hinds, Flavio Venturini e Magrão nos shows com a formação mais conhecida e que gravou os maiores sucessos da banda. Todos em sintonia com a galera do que convencionou-se chamar de "rock rural", clássicos atrás de clássicos. Foi lindo vê-los cantando juntos de novo, e demonstrando o maior prazer do mundo em estar lá.


- Beto Guedes: agora, em abril de 2009, como comentado aí embaixo. Como não poderia deixar de ser, muitas histórias, músicos competentes, a voz que não muda e muitos clássicos, além de uma do Chico Buarque no meio. Apesar de ter sido num auditório de SESC, ele conseguiu criar um clima de proximidade muito bom, que fez a gente gostar muito mais.


E é isso. Deixei de fora os da Virada Cultural, que além de serem mais vários, já foram comentados no meu antigo blog (veja aqui, se quiser. Só vasculhar lá). E devo ter deixado mais algum que não tô me lembrando....mas os marcante foram esses.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Just a Fest

Mais um festival de música, mais shows muito bons. Aconteceu nesse fim de semana, no dia 22 de março, e agora são 4 da manhã da segunda, dia 23, e já me deu vontade de ficar ouvindo Radiohead e Kraftwerk por aí, de novo.

Mas, vamos por partes:

Los Hermanos: não vou perder meu tempo com isso.

Kraftwerk: era a banda que eu mais tava empolgada pra ver, porque não é qualquer banda dos anos 70 e de cunho eletrônico que me apaixono. E se você não conhece Kraftwerk, não sabe o que está perdendo. O show deles foi bem tranquilo, na tradição deles de ficarem lá, com computadores (ou sei lá o que), sem dançar, nem nada (se bem que balançaram a perna nas últimas músicas, hehe). Mesmo assim, valeu cada minuto. Ainda mais com os clipes tipicamente oitentistas, temas humanos e intensos, e batida eletrônica da melhor qualidade. Pena que foi só uma hora, mas amanhã mesmo já coloco Autobahn pra tocar aqui em casa e no mp3 player!

foto do UOL

Radiohead: banda esperada por 90% da galera que tava lá. Extremamente educados, receptivos e agitadores! A banda "dos/para depressivos" soube ser muito mais gentil que muita banda "da galera" por aí, conversou em português (o já tradicional "obrigado" foi repetido muitas vezes). Thom Yorke se mostrou um amor de pessoa, e de presença de palco incrível. Outro destaque, muito muito bacana, era a luz que se fundia com a música e dava o tom. Fã que é fã de Radiohead sabia pela cor da luz que música ia tocar (e isso é sério, mas pena que não sou fã dos caras a esse ponto). Show muito bom, com muitas músicas novas, e muitos clássicos. Fake Plastic Tree e Creep tavam lá, no bis e tal. Lavou a alma de muita gente que esperava por um show deles. Pra mim, só faltou No Surprises, mas o restante fez valer tudo.

foto daqui

O lugar do festival foi muito bom, banheiros limpos, lugar agradável, a pena é que é fora de mão total pra muita gente. Eu nunca vou de carro pra esses shows, mas dessa vez fui com um amigo meu. O preço do "estacionamento oficial" era uma facada pelo tanto de desorganização. Ficamos cerca de 1 hora só pra sair dele, o lado positivo é que, com essa demora toda, o trânsito nas imediações já tava bem tranquilo.

Agora, de volta à vida....

ps.: continuando a "tradição", um dia antes do meu aniversário vai ter show bom demais. 5 de abril, Beto Guedes no SESC Pinheiros, a 10 reais (a meia). Em 2001, 5 de abril, teve Mark Knoplfer. Em 2008, 5 de abril teve Black Label Society e Ozzy Osbourne. Continua assimq ue tá bão!

ps2: editado o ano do Karftwerk. Valeu Carlos! (que honra tua visita aqui!)