O fim de semana dessa vez começou, de novo, numa quinta-feira.
Quinta-feira, eu tava com gripe mais ou menos forte. O corpo doía e eu mal conseguia conversar com os mestres de obra e com o pessoal do escritório. Fui embora pensando num banho quente e capotar na cama. Eis que minha amiga mais alcóolatra me liga, dizendo que tava num bar na Paulista. Para rebater o frio, fomos de cachaça. Duas doses. Mal me lembro como cheguei em casa, embora tenha certeza de ter chegado cedo.
Sexta-feira, lá estava eu em Embu, com dor de cabeça, morrendo da gripe. Tinha reunião sobre o Plano Diretor às 9 da manhã, e até consegui acompanhar bem. Sorte minha que o arquiteto colega de trampo foi junto. Tinha de me recuperar rápido pra balada da noite, mas no fim me recuperei antes. Ajudei a chefe na formatura dos jovens do curso de Construção Civil que ela tava encabeçando e eu, dando apoio e ajuda. Ficamos no ginásio de Embu até às 22h. A balada já era, mas fomos num bar da praça, junto com um pessoal muito bacana da Secretaria de Participação Cidadã. Fiz mais uns bons amigos de copo e de vida. Foi divertidíssimo! Voltei de carona, às 3 da manhã.
Sábado, acordei meio cedo pra fazer compras, mas nem deu tempo. Uma outra amiga, que a um bom tempo não via, me chamou pra passear na Liberdade. Passeio de família, como diria ela. Almoço japonês, e mais cerveja a noite. Muito legal colocar o papo em dia e desenvolver novas conversas, mesmo a conhecendo a 4 anos. Fui dormir cedo, porque o dia seguinte teria reunião.
Domingo, reunião no Morumbi com a chefe e duas amigas. Mais um concurso. Muitas histórias boas, algum projeto desenvolvido. Muita conversa com a chefe. Reparei que ela confia muito em mi, o que me fez ter um senso de responsabilidade maior.
Um fim de semana bem heterogêneo, mas revigorante. Acho que precisava me matar mais de vez em quando, como nesse fim de semana.
domingo, 30 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Brinquedo novo!
Ah, foda-se a crise!
Porque agora eu tenho uma vitrola!
Em ótimo estado E funcionando!
Porque agora eu tenho uma vitrola!
Em ótimo estado E funcionando!
domingo, 23 de maio de 2010
Reflexões
[de novo, pra fechar o fim de semana]
Sempre gostei de ajudar os outros, mesmo quando não tinha tempo para mim mesma.
Nunca esperei nada de volta. Nunca vou esperar algo de volta, na verdade.
Porque cada um tem sua maneira.
Por isso mesmo, não sei se, quando eu precisar de ajuda, terei algum retorno.
Porque os amigos, por melhores que sejam, não pensam da mesma forma que eu.
Nem nesse, nem nos demais quesitos.
O que pode ser bem ruim, mas pode ser muito bom.
Ruim porque eu me ferro.
Ruim porque eu espero muito dos amigos e me decepciono fácil com isso.
Bom porque eu, cada vez mais, me assumo como independente.
Bom porque eu começo a pensar melhor e canalizar mais as coisas pra mim e não pros outros.
Mesmo que eu saiba que nunca vou ser assim por muito tempo. Porque quando algum amigo me chamar pra conversar ou pra pedir ajuda, vou voltar a ser a mesma de sempre. Porque eu sempre vou ajudar os outros e esquecer o passado recente.
Isso volta à velha reflexão e modo de vida de aproveitar o momento, de ver como foi bom o tempo passado junto. O que, de novo, pode ser bom por não esperar nada do futuro e sempre ter algo novo surgindo que vai tomando lugar das coisas velhas. E pode ser ruim por não firmar raízes nessa vida e não dar continuidade a coisas que eu amo.
[Volta e meia tenho essas idéias....volta e meia tenho de externá-las. Não sei porque. A resposta vai sempre depender de mim mesma, no fim. O que me faz pensar que, minha ajuda nunca é algo de mais, que minha presença nas conversas nunca é suficiente, que minha passagem na vida dos outros é irrelevante. Mas isso é coisa de se pensar com mais cerveja na cabeça.]
Sempre gostei de ajudar os outros, mesmo quando não tinha tempo para mim mesma.
Nunca esperei nada de volta. Nunca vou esperar algo de volta, na verdade.
Porque cada um tem sua maneira.
Por isso mesmo, não sei se, quando eu precisar de ajuda, terei algum retorno.
Porque os amigos, por melhores que sejam, não pensam da mesma forma que eu.
Nem nesse, nem nos demais quesitos.
O que pode ser bem ruim, mas pode ser muito bom.
Ruim porque eu me ferro.
Ruim porque eu espero muito dos amigos e me decepciono fácil com isso.
Bom porque eu, cada vez mais, me assumo como independente.
Bom porque eu começo a pensar melhor e canalizar mais as coisas pra mim e não pros outros.
Mesmo que eu saiba que nunca vou ser assim por muito tempo. Porque quando algum amigo me chamar pra conversar ou pra pedir ajuda, vou voltar a ser a mesma de sempre. Porque eu sempre vou ajudar os outros e esquecer o passado recente.
Isso volta à velha reflexão e modo de vida de aproveitar o momento, de ver como foi bom o tempo passado junto. O que, de novo, pode ser bom por não esperar nada do futuro e sempre ter algo novo surgindo que vai tomando lugar das coisas velhas. E pode ser ruim por não firmar raízes nessa vida e não dar continuidade a coisas que eu amo.
[Volta e meia tenho essas idéias....volta e meia tenho de externá-las. Não sei porque. A resposta vai sempre depender de mim mesma, no fim. O que me faz pensar que, minha ajuda nunca é algo de mais, que minha presença nas conversas nunca é suficiente, que minha passagem na vida dos outros é irrelevante. Mas isso é coisa de se pensar com mais cerveja na cabeça.]
Encontros
A viagem pra Santos, ontem, me fez relembrar os Encontros de Arquitetura.
Alguns outros fatores ajudaram a relembrar mais deles.
Na semana passada, pegando carona com a chefe até Taboão, falávamos sobre a diferença absurda do clima entre Embu e São Paulo [Embu é muito mais fria que SP, de modo que saio encapotada numa amena capital pra ainda assim passar frio por lá]. Comentei que, pelo menos pra tomar cerveja o frio não atrapalhava, já que no ENEA Floripa fazia cerca de 10 graus toda tarde/noite e nem por isso deixava de me embebedar. A chefe comentou que no único Encontro que ela foi, em Porto Alegre, era a mesma coisa, e falamos um pouco mais sobre Encontros em geral.
Ontem, em Santos, na companhia dela e mais duas amigas, passamos em frente ao lugar do EREA Santos 2001, e uma das amigas ficou falando dos perrengues daquele encontro. Um tempo depois, foi minha vez de comentar dos perrengues do encontro de 2006, ao passarmos em frente ao quartel general. A outra amiga complementou dizendo que aquele foi o lugar onde havia torturas durante a ditadura.
Rever Santos me foi especial porque foi o lugar do meu primeiro (e, erroneamente pensado como último) encontro. Foi impossível não se lembrar das bebedeiras, das festas, dos amigos....de tudo que viria após esse de Santos. Depois de Santos foram mais 10 encontros pelo país afora. Cada um especial, mesmo alguns sendo bem ruins. De 2006 até ano passado, fui a todos do estado de SP, quebrando a rotina nesse ano [não só por causa da Virada Cultural, mas também por não estar mais no clima de Encontro - já que ano passado deixei a Virada de lado e fui pro Encontro em Poços, o que na época me valeu bem mais a pena].
E, olhando as fotos e as notícias do EREA Ribeirão desse ano, acho que fiz bem. As coisas mudaram sensivelmente, e acho que aproveitei muito bem meu tempo. Não sei o que faria num Encontro sem ter uma função e sem conhecer mais tanta gente. Mas, ainda hoje, me sinto orgulhosa de ser, muito indiretamente, uns 10% responsável pelo Encontro em Taubaté ano que vem [pilhado originalmente por um dos meus afilhados].
Vamos ver se até Uberlândia meu espírito fique melhor e eu consiga descansar bem nas férias que terei de Embu.
Alguns outros fatores ajudaram a relembrar mais deles.
Na semana passada, pegando carona com a chefe até Taboão, falávamos sobre a diferença absurda do clima entre Embu e São Paulo [Embu é muito mais fria que SP, de modo que saio encapotada numa amena capital pra ainda assim passar frio por lá]. Comentei que, pelo menos pra tomar cerveja o frio não atrapalhava, já que no ENEA Floripa fazia cerca de 10 graus toda tarde/noite e nem por isso deixava de me embebedar. A chefe comentou que no único Encontro que ela foi, em Porto Alegre, era a mesma coisa, e falamos um pouco mais sobre Encontros em geral.
Ontem, em Santos, na companhia dela e mais duas amigas, passamos em frente ao lugar do EREA Santos 2001, e uma das amigas ficou falando dos perrengues daquele encontro. Um tempo depois, foi minha vez de comentar dos perrengues do encontro de 2006, ao passarmos em frente ao quartel general. A outra amiga complementou dizendo que aquele foi o lugar onde havia torturas durante a ditadura.
Rever Santos me foi especial porque foi o lugar do meu primeiro (e, erroneamente pensado como último) encontro. Foi impossível não se lembrar das bebedeiras, das festas, dos amigos....de tudo que viria após esse de Santos. Depois de Santos foram mais 10 encontros pelo país afora. Cada um especial, mesmo alguns sendo bem ruins. De 2006 até ano passado, fui a todos do estado de SP, quebrando a rotina nesse ano [não só por causa da Virada Cultural, mas também por não estar mais no clima de Encontro - já que ano passado deixei a Virada de lado e fui pro Encontro em Poços, o que na época me valeu bem mais a pena].
E, olhando as fotos e as notícias do EREA Ribeirão desse ano, acho que fiz bem. As coisas mudaram sensivelmente, e acho que aproveitei muito bem meu tempo. Não sei o que faria num Encontro sem ter uma função e sem conhecer mais tanta gente. Mas, ainda hoje, me sinto orgulhosa de ser, muito indiretamente, uns 10% responsável pelo Encontro em Taubaté ano que vem [pilhado originalmente por um dos meus afilhados].
Vamos ver se até Uberlândia meu espírito fique melhor e eu consiga descansar bem nas férias que terei de Embu.
domingo, 16 de maio de 2010
Balanço da Virada
- Ou eu estou mais chata ou o público da virada tem ficado cada vez mais insuportável. Muitos sem-noção lotando os shows...ver os de rock na São João ficou quase impossível. Por causa deles, foi impossível curtir as bandas do Zappa e da Janis.
- Living Colour fez, de longe, o pior show que já vi em viradas.
- ABBA e os remanscentes do Buena Vista fizeram os melhores shows que vi nesse ano.
- Titãs tem feito shows cada vez mais burocráticos e previsíveis.
- Booker T mandou bem demais! O lugar de onde eu assisti também ajudou bastante.
- Descobri que aguento tomar cerveja e ver shows e aproveitar tudo ao mesmo tempo.
- A virada me fez encontrar pessoas queridas que nem sabia que vinham, me fez ter certeza de que para outros amigos dá pra se encontrar só ligando de última hora, e me fez ver que não encontro outros amigos de jeito nenhum, nem ligando 200 vezes durante a virada.
No fim, tudo foi muito bom! Só resta o corpo se recuperar...
- Living Colour fez, de longe, o pior show que já vi em viradas.
- ABBA e os remanscentes do Buena Vista fizeram os melhores shows que vi nesse ano.
- Titãs tem feito shows cada vez mais burocráticos e previsíveis.
- Booker T mandou bem demais! O lugar de onde eu assisti também ajudou bastante.
- Descobri que aguento tomar cerveja e ver shows e aproveitar tudo ao mesmo tempo.
- A virada me fez encontrar pessoas queridas que nem sabia que vinham, me fez ter certeza de que para outros amigos dá pra se encontrar só ligando de última hora, e me fez ver que não encontro outros amigos de jeito nenhum, nem ligando 200 vezes durante a virada.
No fim, tudo foi muito bom! Só resta o corpo se recuperar...
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Mães
Acho que não é segredo que tenho duas mães, a de sangue e a de coração.
O que talvez ninguém mais saiba, a não ser o pessoal de Embu, é que tenho mais duas mães por lá.
Uma surgiu depois de uma brincadeira do técnico de informática, ao ver a "semelhança" entre eu e a diretora administrativa, já que estávamos com o mesmo corte de cabelo, óculos parecidos e camiseta da mesma cor. Virou piada instantânea, muitas vezes relembrada pelo pessoal do administrativo. Me traz boas risadas no dia!
A outra é a motorista da caminhonete frankstein que temos por lá, a que vai comigo nas obras, me dá palpites do que tenho de fazer. Que já trabalhou na defesa civil e no cemitério da cidade (dentre outros empregos - esses são os que ela mais me conta histórias). E que me leva o almoço de cada dia (logicamente eu pagando - monetariamente - por isso).
E lembrei de toda essa história na ocasião do dia das mães, quando metade do escritório me perguntava o que daria de presente a uma mãe, e outra metade, à outra mãe [no fim, acabei não comprando nada].
Acho que tenho vocação pra ser cuidada, mesmo que inconscientemente.
O que talvez ninguém mais saiba, a não ser o pessoal de Embu, é que tenho mais duas mães por lá.
Uma surgiu depois de uma brincadeira do técnico de informática, ao ver a "semelhança" entre eu e a diretora administrativa, já que estávamos com o mesmo corte de cabelo, óculos parecidos e camiseta da mesma cor. Virou piada instantânea, muitas vezes relembrada pelo pessoal do administrativo. Me traz boas risadas no dia!
A outra é a motorista da caminhonete frankstein que temos por lá, a que vai comigo nas obras, me dá palpites do que tenho de fazer. Que já trabalhou na defesa civil e no cemitério da cidade (dentre outros empregos - esses são os que ela mais me conta histórias). E que me leva o almoço de cada dia (logicamente eu pagando - monetariamente - por isso).
E lembrei de toda essa história na ocasião do dia das mães, quando metade do escritório me perguntava o que daria de presente a uma mãe, e outra metade, à outra mãe [no fim, acabei não comprando nada].
Acho que tenho vocação pra ser cuidada, mesmo que inconscientemente.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
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